Nos meses de novembro e dezembro, Elsa Serra, autora e contadora de histórias, dinamizou várias sessões de motivação à leitura, com o propósito de captar o interesse dos alunos para a frequência do Clube de Contadores de histórias, que se iniciará em Janeiro de 2018, às quartas-feiras, pelas 16:30, na sala polivalente anexa à Biblioteca. Assistiram às sessões todas as turmas de 5º ano, acompanhadas pelos respetivos professores de Português, duas turmas de Português Língua Não Materna e uma turma de Português de 6º ano.
ESTANTES SUSSURRANTES
A atividade de animação de leitura “Estantes Sussurrantes” decorreu, na Biblioteca da Escola Gil Vicente, no dia 11 de novembro de 2017, e foi dinamizada pelos alunos do 12º do Curso Profissional de Artes do Espetáculo, sob orientação do Professor Maurício Bonito, e pelos alunos de Português Língua não Materna, sob orientação das Professoras Carla Neto e Maria da Conceição Telles.
Os alunos do 12º AE, escondidos entre as estantes da Biblioteca, apresentaram uma leitura dramatizada de duas canções de Sérgio Godinho (“Etelvina” e “Barnabé”); os alunos de Português Língua Não Materna intercalaram textos lidos de forma expressiva em Português e em nepalês bem como canções nepalesas.
Assistiram à iniciativa duas turmas, 6º 2ª e 8º 5ª, acompanhadas, respetivamente, pelas professoras Isabel Roldão e Maria de Jesus Brás. Finda a leitura, os alunos dinamizadores revelaram-se ao público. Depois, todos escutaram atentamente as canções de Sérgio Godinho e a sessão terminou com uma conversa sobre as letras de “Etelvina” e “Barnabé”, moderada pelo professor Maurício Bonito.
A atividade de animação de leitura "Estantes Sussurrantes" decorreu, na Biblioteca da Escola Gil Vicente, no dia 11 de novembro de 2017, e foi dinamizada pelos alunos do 12º do Curso Profissional de Artes do Espetáculo, sob orientação do Professor Maurício Bonito, e pelos alunos de Português Língua não Materna, sob orientação das Professoras Carla Neto e Maria da Conceição Telles. Os alunos do 12º AE, escondidos entre as estantes da Biblioteca, apresentaram uma leitura dramatizada de duas canções de Sérgio Godinho ("Etelvina" e "Barnabé"); os alunos de Português Língua Não Materna intercalaram textos lidos de forma expressiva em Português e em nepalês bem como canções nepalesas. Assistiram à iniciativa duas turmas, 6º 2ª e 8º 5ª, acompanhadas, respetivamente, pelas professoras Isabel Roldão e Maria de Jesus Brás. Finda a leitura, os alunos dinamizadores revelaram-se ao público. Depois, todos escutaram atentamente as canções de Sérgio Godinho e a sessão terminou com uma conversa sobre as letras de "Etelvina" e "Barnabé", moderada pelo professor Maurício Bonito.
Publicado por Bibliotecas do AE Gil Vicente, Lisboa em Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2017
NATAL, NA BIBLIOTECA …
Na Biblioteca da Escola Gil Vicente, a D. Sandra Sanches e o Prof. Maurício Bonito, auxiliados por alunos, fiéis colaboradores da BE, criaram e montaram uma biblio-árvore-especular, para celebrar o Natal. Foram também expostos livros alusivos à quadra e sugerida uma atividade de escrita: a redação de um postal natalício.
ROCHAS, FÓSSEIS e MINERAIS
Rochas, Fósseis e Minerais (Dezembro de 2017)
Na sala polivalente anexa à Biblioteca da Escola Gil Vicente, realizou-se uma exposição sobre o tópico Rochas, Fósseis e Minerais, fruto de uma parceria entre a Biblioteca e o Grupo de Ciências. Os alunos do 3º Ciclo de Ciências Naturais tiveram oportunidade de:
- visitar a exposição de rochas, fósseis e minerais;
- ver um documentário sobre o tópico;
- visitar a exposição bibliográfica alusiva ao tema;
- eleger o livro mais interessante sobre a matéria.
Os livros foram temporariamente cedidos pela Biblioteca da Escola Básica 2/3 Avelar Brotero (AEAC), de Odivelas, a quem agradecemos a colaboração.
BOAS FESTAS
A Equipa da BE e seus colaboradores
CADERNO DE POESIA
CADERNO DE POESIA
Matilde Campilho, Jóquei
PRÍNCIPE NO ROSEIRAL
Escute lá
isto é um poema
não fala de amor
não fala de cachecóis
azuis sobre os ombros
do cantor que suspende
os calcanhares
na berma do rochedo
Não fala do rolex
nem da bandeirola
da federação uruguaia
de esgrima
Não fala do lago drenado
na floresta americana
Não diz nada sobre
a confeitaria fedorenta
que recebe os notívagos
para o café da manhã
quando o dia já virou
Isto é um poema
não fala de comoções
na missa das sete
nem fala da percentagem
de mulheres que se espantam
com a imagem do marido
aparando a barba no ocaso
Não fala de tratores quebrados
na floresta americana
não fala da ideia de norte
na cidade dos revolucionários
não fala de choro
não fala de virgens confusas
não fala de publicitários
de cotovelos gastos
Nem de manadas de cervos
Escute só
isto é um poema
não vai alinhar conceitos
do tipo liberdade igualdade e fé
Não vai ajeitar o cabelo
da menina que trabalha
com afinco na caixa registadora
do supermercado
Não vai melhorar
Não vai melhorar
isto é um poema
escute só
não fala de amor
não fala de santos
não fala de Deus
e nem fala do lavrador
que dedicou 38 anos
a descobrir uma visão
quase mística
do homem que canta
e atravessa
a estrada nacional 117
para chegar a casa
ou a algum lugar
próximo de casa.
Campilho, Matilde. Jóquei, Lisboa, Edições Tinta-da-China, 2014, pp.9-10

CADERNO DE POESIA
CADERNO DE POESIA
Daniel Jonas, Sonótono
BENGALEIRO “OU HORACIANAS”
Físico o tractor quente arremessou
Contra as colheitas de ouro o breu de corvos
Trazendo a noite em ondas de onde andou
De foice afoita, a luz sugando a sorvos.
Modorrento, o vapor da chaminé,
Máquina de fazer nuvens, levando
Ondinas ao empíreo mar, rapé
Da paz entre titãs que ordenhando
Alheias colinas se houvessem mais
Desavindo. Van Gogh ou Fabergé:
Ovos de palha, gemas siderais
Chocados em estrelado canapé.
Entrar nesta pintura eu queria
Se à entrada não pedissem a poesia.
Jonas, Daniel. Sonótono, Lisboa, Edições Cotovia, 2007, p.11.

« Sinopse
Livro de poesia que revela uma abordagem ao labor poético, num rigoroso domínio formal e uma diversidade temática. Daniel Jonas foi vencedor do prémio do Pen Clube.
Imprensa
“Nesta poesia não sentimos nenhuma tentação pelo real e sim a procura de um tom, mais do que um dizer desnudado.” – Andreia Brites, Os Meus Livros »
http://www.livroscotovia.pt/catalogo/detalhes_produto.php…
Sobre Daniel Jonas, ver também:
https://escritores.online/escritor/daniel-jonas/
AUTORES
JORGE DE SENA (1919-1978)
No dia 2 de novembro de 1919, nasceu, em Lisboa, Jorge de Sena, nome maior da Cultura Portuguesa.
«Jorge de Sena nasceu em Lisboa, a 2 de novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Califórnia, a 4 de junho de 1978. É hoje considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso século XX.
A sua infância de filho único é marcada pelas expectativas que o pai, comandante da marinha mercante, alimenta para ele como futuro oficial da Armada, em confronto com a educação musical que a mãe procura proporcionar-lhe. Em setembro de 1937 ingressa na Escola Naval como primeiro cadete do “Curso do Condestável”, mas vicissitudes diversas da viagem de instrução no navio-escola Sagres ditam a sua exclusão da Marinha em março de 1938. Parte importante destas vicissitudes tem que ver com o endurecimento das normas que regem a instrução dos cadetes, em consonância com a fascização do Estado Novo por ocasião da Guerra Civil de Espanha. A passagem pela Armada no preciso momento da luta pela liberdade em Espanha constitui uma experiência traumática da sua adolescência que será matéria de diversos poemas e ficções, como “A Grã-Canária” e, no caso da Guerra Civil, Sinais de fogo. Jorge de Sena, que começara a escrever em 1936, estreando-se em 1942 com Perseguição, acaba por se licenciar em Engenharia Civil (1944) pela Universidade do Porto, trabalhando na Junta Autónoma de Estradas de 1948 a 1959, ano em que se exila no Brasil, receando as perseguições políticas resultantes de uma falhada tentativa de golpe de estado, a 11 de março desse ano, em que está envolvido. A mudança para o Brasil permite-lhe uma reconversão profissional que vai ao encontro da sua vocação, dedicando-se ao ensino da literatura, acabando por se doutorar em Letras na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara (São Paulo), em 1964, obtendo também o diploma de Livre-Docência, para o que teve que naturalizar-se brasileiro (1963).
Os anos de Brasil (1959-65), os primeiros vividos, como adulto, em liberdade, são talvez o seu período mais criativo: completa a sequência de poemas sobre obras de arte visual, Metamorfoses (uma das obras que mais influência teve na poesia portuguesa), escreve os experimentais Quatro sonetos a Afrodite Anadiómena, as metamorfoses de Arte de música e a novela O físico prodigioso, inicia o romance Sinais de fogo, investiga e publica sobre Luís de Camões e o Maneirismo, trabalha na edição do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, retoma a escrita para o teatro, etc. A alteração da situação democrática no Brasil, com o golpe militar de 1964, faz temer um regresso ao passado, quer em termos políticos quer em termos de dificuldades económicas, mas em 1965 surge a oportunidade de se mudar para os Estados Unidos, com Mécia de Sena e os seus agora nove filhos. Em outubro desse ano passa a integrar o corpo docente da University of Wisconsin, Madison, onde é nomeado professor catedrático efetivo (1967), transitando, em 1970, para a University of California, Santa Barbara (UCSB). Durante a sua permanência na UCSB, até ao final da vida, ocupa os cargos de diretor do Departamento de Espanhol e Português e do Programa (interdepartamental) de Literatura Comparada. Foi ainda membro da Hispanic Society of America, da Modern Languages Association of America e da Renaissance Society of America.»
[…]
«Bibliografia de Jorge de Sena
Poesia
Perseguição (1942); Coroa da Terra (1946); Pedra Filosofal (1950); As Evidências (1955); Fidelidade (1958); Poesia-I (Perseguição, Coroa da Terra, Pedra Filosofal, As Evidências, e o inédito Post-Scriptum) (1961; 3.ª ed., 1988); Metamorfoses, seguidas de Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena (1963); Arte de Música (1968); Peregrinatio ad Loca Infecta (1969); 90 e Mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy (1970; 3.ª ed., 2003); Poesia de 26 Séculos: De Arquíloco a Nietzsche (1971-72; 3.ª ed., 2001); Exorcismos (1972); Trinta Anos de Poesia (antologia, 1972; 2.ª ed., 1984); Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos e Outros Textos (1973); Conheço o Sal… e Outros Poemas (1974); Sobre Esta Praia… Oito Meditações à beira do Pacífico (1977); Poesia-II (Fidelidade, Metamorfoses, Arte de Música) (1978; 2.ª ed., 1988); Poesia-III (Peregrinatio ad Loca Infecta, Exorcismos, Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos, Conheço o Sal… e Outros Poemas, Sobre Esta Praia…) (1978; 2.ª ed., 1989); Poesia do Século XX: De Thomas Hardy a C. V. Cattaneo (1978; 3.ª ed., 2003); 40 Anos de Servidão (1979; 3.ª ed., 1989); 80 Poemas de Emily Dickinson (1979); Sequências (1980); Visão Perpétua (1982; 2.ª ed., 1989); Post-Scriptum-II (1985); Dedicácias (1999).
Teatro
O Indesejado (António, Rei) (1951; 3.ª ed., 1986); Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto (1974); Mater Imperialis: Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto seguido de um Apêndice (1990).
Ficção
Andanças do Demónio (1960); A Noite que Fora de Natal (1961); Novas Andanças do Demónio (1966); Os Grão-Capitães: Uma Sequência de Contos (1976; 5.ª ed., 1989); O Físico Prodigioso (1977; 8.ª ed., 2001); Antigas e Novas Andanças do Demónio (1978; 6.ª ed., 2000); Sinais de Fogo (1979; 9.ª ed., 2003); Génesis (1983; 2.ª ed., 1986); Monte Cativo e Outros Projectos de Ficção (1994).
Obras Críticas, de História Geral, Cultural ou Literária
Páginas de Doutrina Estética, de Fernando Pessoa (1946; 2.ª ed., [1964]); Florbela Espanca ou a Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa (1947; ed. fac-similada, 1995); Líricas Portuguesas: 3ª Série (1958; 2.ª ed., rev. e aum., em 2 vols.: I, 1975; II, 1983; 3.ª ed. do vol. I, 1984); Da Poesia Portuguesa (1959); História da Literatura Inglesa, de A. C. Ward (1960); «O Poeta é um Fingidor» (1961); O Reino da Estupidez-I (1961; 3.ª ed., 1984); A Literatura Inglesa: Ensaio de Interpretação e de História (1963; 2.ª ed., 1989); Teixeira de Pascoaes: Poesia (1965; 3.ª ed., aum., como A Poesia de Teixeira de Pascoaes, 1982); Uma Canção de Camões (1966; 2.ª ed., 1984); Estudos de História e de Cultura (1967); Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular (1969; 2.ª ed., 1981); A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI (1970; 2.ª ed., 1980); Dialécticas da Literatura (1973; 2.ª ed., rev. e aum.: Dialécticas Teóricas da Literatura, 1978); Maquiavel e Outros Estudos (1974; 2.ª ed.: Maquiavel, Marx e Outros Estudos, 1991); Francisco de la Torre e D. João de Almeida (1974); Poemas Ingleses, de Fernando Pessoa (1974; 4.ª ed., 1994); Régio, Casais, a presença e Outros Afins (1977); Dialécticas Aplicadas da Literatura (1978); O Reino da Estupidez-II (1978); Trinta Anos de Camões, 1948-1978 (Estudos Camonianos e Correlatos) (1980); Estudos de Literatura Portuguesa-I (1982; 2.ª ed., aum., 1999); Fernando Pessoa & Cª Heterónima (Estudos Coligidos 1940-1978) (1982; 2.ª ed., 1984); Estudos sobre o Vocabulário de Os Lusíadas: Com Notas sobre o Humanismo e o Exoterismo de Camões (1982); Inglaterra Revisitada (Duas Palestras e Seis Cartas de Londres) (1986); Sobre o Romance (Ingleses, Norte-Americanos e Outros) (1986); Estudos de Literatura Portuguesa-II (1988); Estudos de Literatura Portuguesa-III (1988); Estudos de Cultura e Literatura Brasileira (1988); Sobre Cinema (1988); Do Teatro em Portugal (1989); Amor e Outros Verbetes (1992); O Dogma da Trindade Poética (Rimbaud) e Outros Ensaios (1994); Diários (2004); Sobre Literatura e Cultura Britânicas (2005); Poesia e Cultura (2005). NO PRELO: Sobre Teoria e Crítica Literária; Textos de Intervenção Política; Entrevistas e Inquéritos.
Correspondência
Jorge de Sena / Guilherme de Castilho (1981); Mécia de Sena / Jorge de Sena: Isto Tudo Que Nos Rodeia (Cartas de Amor) (1982); Jorge de Sena / José Régio (1986); Jorge de Sena / Vergílio Ferreira (1987) Cartas a Taborda de Vasconcelos: Correspondência Arquivada (1987); Eduardo Lourenço / Jorge de Sena (1991); Jorge de Sena / Edith Sitwell (1994); Dante Moreira Leite / Jorge de Sena: Registros de uma convivência intelectual (1996).
Antologias (seleção)
Poesia de Jorge de Sena, de Fátima Freitas Morna (1985); Antologia Poética de Jorge de Sena, de Jorge Fazenda Lourenço (1999); A Arte de Jorge de Sena: Uma Antologia, de Jorge Fazenda Lourenço (2004).»
In: http://cvc.instituto-camoes.pt/se…/jorge-de-sena-55876.html…
AUTORES
TEIXEIRA DE PASCOAES (1877-1952)
No dia 8 de novembro de 1877, nasceu, em Amarante, Teixeira de Pascoaes, nome maior da Literatura Portuguesa.
«… Foi, sobretudo na sua fase inicial, o principal inspirador e um dos representantes – juntamente com Álvaro Pinto, Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, António Sérgio e Raul Proença – do movimento designado por “Renascença Portuguesa”, cujo órgão representativo foi “A Águia, Revista Mensal de Literatura, Arte, Ciência, Filosofia e Crítica Social”, e um dos expoentes máximos do Saudosismo, movimento teorético que aponta para uma cisão originária e a possível restauração da condição decaída do ser humano. A sua obra, dividida por poesia, prosa e reflexão, reflete a experiência ontológica, metafísica e teleológica da saudade, em que, além de uma dimensão profético-messiânica está presente também um cunho pedagógico ligado à preservação da alma e do modo de ser português. O Pensamento de Teixeira de Pascoaes assume ainda uma faceta místico-religiosa marcada pela presença-ausência (conceito bicéfalo comum na crítica pascoalina) de Deus e da Natureza.»
In:http://www.bnportugal.pt/index.php…
«… tudo o que Pascoaes escreveu deve ser lido de um modo literal, não dissolvido na interpretação, como tropo ou símbolo. A radicalidade conceptual e poética dos seus textos só assim é percetível. Ler literalmente os seus textos não é incompatível com o reconhecimento de um papel decisivo da “imaginação”, se o que neles se exprime for, como é o caso, um adquirido cognitivo, uma intuição metafísica do autor. O objeto dessas intuições, inesperadas e de uma audácia inigualada por qualquer contemporâneo, é cosmológico e poético. Por exaltante que seja para o leitor, o belo do que é expresso é a beleza de um conteúdo belo, o seu modo de existir, a sua forma de expressão.»
Feijó, António M., Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes), Lisboa, INCM, 2015, pp.79-80.
BIBLIOGRAFIA
1-De Teixeira de Pascoaes
1895-Embryões (poesia)
1896-Belo (poesia)-1ª parte
1897-Belo-2ª parte
1898-À Minha Alma e Sempre (poesia)
1899-Profecia (poesia) – em colaboração com Afonso Lopes Vieira
1901-À Ventura (poesia)
1903-Jesús e Pan (poesia)
1904-Para a Luz (poesia)
1906-Vida Etérea (poesia)
1907-As Sombras (poesia)
1909-Senhora da Noite (poesia)
1911-Marânus (poesia)
1912-Regresso ao Paraíso (poesia). Elegias (poesia; O Espírito Lusitano e o Saudosismo (conferência)
1913-O Doido e a Morte (poesia); O Génio português na sua expressão filosófica poética e religiosa (Conferência)
1914-Verbo Escuro (Aforismos); A Era Lusíada (conferência)
1915-A Arte de Ser Português (prosa didáctica)
1916-A Beira Num Relâmpago (prosa)
1919-Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)
1921-O Bailado (prosa filosófica) e Cantos Indecisos (poesia)
1922-Conferência e A Caridade (conferência)
1923-A Nossa Fome (prosa filosófica)
1924-A Elegia do Amor (verso) e O pobre Tolo
1925-D. Carlos (poesia); Cânticos (poesia); Sonetos
1926-Jesús Cristo em Lisboa (peça de teatro escrita em colaboração com Raul Brandão)
1928-Livro de Memórias (prosa autobiográfica)
1934-S.Paulo (biografia romanceada)
1936-S. Jerónimo e a Trovoada (biografia romanceada)
1937-O Homem Universal (prosa filosófica)
1940-Napoleão (biografia romanceada)
1942-Camilo Castelo Branco O Penitente (biografia romanceada); Duplo Passeio (prosa)
1945-Santo Agostinho (biografia romanceada)
1949-Versos Pobres
1950-Duas conferências em defesa da paz
http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/1910a.html



AUTORES
SUGESTÃO DE LEITURA
(A propósito do dia de Halloween…)
Edgar Allan Poe (1809-1849)
Nasceu em Boston, no Estado do Massachusetts, nos Estados Unidos da América, no dia 19 de Janeiro de 1809 e faleceu em Baltimore, Maryland, a 7 de outubro de 1849. Autor, poeta, editor e crítico literário, integrou o movimento romântico americano. Conhecido por criar histórias que envolvem o mistério e o macabro, foi um dos primeiros escritores americanos de contos e um mestre do “suspense”.
«Edgar Allan Poe é um dos autores mais publicados do mundo, conhecido pela genialidade expressa também nos seus famosos contos de terror e em algumas das histórias de detetives mais macabras jamais escritas, como A Queda da Casa de Usher, Os Crimes da Rua Morgue ou O Escaravelho de Ouro. Notável mestre do suspense, Poe também era poeta e, como demonstram os seus contos sobre hipnotismo e viagens no tempo, foi um pioneiro da ficção científica.»
In: https://www.bertrand.pt/f…/todos-os-contos-edgar-allan-poe/…
«Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Uma selecção dos melhores contos fantásticos de Edgar Allan Poe (1809-1849). Inclui os clássicos A queda da casa de Usher, O coração revelador ou O barril de Amontillado. Poe é um grande escritor norte-americano, poeta admirado, narrador admirável de histórias em que o sobrenatural e o mistério têm sempre lugar. É por muitos considerado não só um mestre do fantástico como o inventor do conto policial moderno, criador dos antepassados de Sherlock Holmes, Poirot e tantos outros detectives conhecidos pelos seus poderes de observação e dedução.
Contos Fantásticos de Edgar Allan Poe»
In: https://www.bertrand.pt/ficha/contos-fantasticos?id=17415654


































































