SUGESTÃO DE LEITURA

SUGESTÃO DE LEITURA

LEWIS CARROLL – As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho.

Tradução: Margarida Vale de Gato, Sir John Tenniel.
Edição/reimpressão:2000
Páginas:336
Editor:Relógio D’Água
ISBN:9789727085828

«Deixem–me acrescentar, pois sinto que me deixei divagar num tom demasiado sério para um prefácio de um conto de fadas, a deliciosa e ingénua observação de uma menina a quem quero muito, quando lhe perguntei, depois de a conhecer há dois ou três dias, se ela lera As Aventuras de Alice e o Do Outro Lado do Espelho. “Sim, sim”, respondeu ela prontamente, “li os dois! E acho…” (disse ela mais devagar, como se pensasse no assunto), “Acho que o Do Outro Lado do Espelho é mais estúpido do que As Aventuras de Alice. Não lhe parece?” Mas eu achei que não seria de bom tom entrar nessa discussão.»

Prefácio de Lewis Carroll
Dezembro, 1886

In: http://relogiodagua.pt/…/aventuras-de-alice-no-pais-das-ma…/

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SUGESTÃO DE LEITURA

SUGESTÃO DE LEITURA

PAULO VARELA GOMES, Era uma vez em Goa
Tinta da China Edições (2015)
ISBN: 978-989-671-245-7

Plano Nacional de Leitura – obra recomendada para o Ensino Secundário

GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE 2016

Estamos em 1963, dois anos volvidos sobre a expulsão dos portugueses da Índia. Os territórios de Goa, Damão e Diu encontram-se sob o domínio ainda ambíguo do governo indiano, mas, nas ruas, o concacim e o inglês convivem a toda a hora com um sub-reptício português, os letreiros das lojas ainda mal apagados, a religião ecléctica com as marcas de Cristo, os edifícios e a cultura no limbo de um colonialismo defunto.

O que se destaca neste livro é o muito que o autor conhece sobre a história do lugar, as marcas da presença portuguesa (as marcas arquitectónicas e as outras), o ambiente, a geografia. “Era Uma Vez em Goa” é em parte uma história intelectual inventada, em parte história “tout court”, em parte ainda um conjunto de observações de quem passou muito tempo na Índia com os olhos abertos, e que se dá agora a liberdade de poder escrever sem fundamentação precisa. Como nos outros romances do Paulo Varela Gomes, como nas crónicas de “Ouro e Cinza”, a descrição é vívida, detalhada, rigorosa, evocativa. Lê-se não tanto como a história de uma viagem, mas com a impressão de que o autor aproveitou, com estas páginas, sentado à secretária, ao computador, para viajar mais uma vez por Goa. E é o próprio lugar que é o protagonista.» —Ivan Nunes, Prefácio –

In: http://www.tintadachina.pt/book.php…

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PRÉMIO NOBEL – ECONOMIA

PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA 2017

A Academia Real das Ciências da Suécia distinguiu o economista norte-americano Richard H. Thaler, da Universidade de Chicago (E.U.A), com o Prémio Nobel da Economia 2017. É um dos nomes de referência no campo da economia comportamental.

«… A Academia Real das Ciências da Suécia entrega todos os anos um prémio Nobel a economistas que se distinguem pelas suas teorias académicas, frequentemente revolucionárias. Esta segunda-feira, na entrega do Nobel da Economia de 2017, a instituição decidiu premiar Richard Thaler, um economista cuja maior contribuição foi demonstrar como muitas vezes, tantas vezes, essas teorias falham em algo essencial: ignoram que na base de tudo estão seres humanos imprevisíveis, por vezes irracionais e em algumas ocasiões simplesmente errados nas decisões que tomam…»

In: http://observador.pt/…/nobel-da-economia-porque-fazemos-co…/

«… Uma das questões estudadas por Thaler foi a forma como o sentimento de justiça pode desempenhar um papel muito importante nas decisões económicas. Alguns exemplos: se um vendedor de chapéus de chuva vender cada chapéu por dez dólares em tempos normais, mas duplicar ou triplicar esse preço quando está a chover, os potenciais compradores podem considerar isso injusto e recusar-se a comprá-los. Deste modo, o próprio vendedor pode ser forçado a incorporar este sentimento de justiça na definição dos preços. A mesma lógica pode aplicar-se na definição dos salários em tempos de crise e em tempos de expansão, o que pode ser um motivo para que exista uma relativa estabilidade no valor dos salários, mesmo em períodos de grande flutuação económica…»

In: https://www.publico.pt/…/nobel-da-economia-para-richard-h-t…

Para mais informações sobre a atribuição deste prémio:

https://www.nobelprize.org/…/econ…/laureates/2017/press.html

Richard H. Thaler, Premio Nobel de Economía 2017.

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SUGESTÃO DE LEITURA

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PAULO FARIA – ESTRANHA GUERRA DE USO COMUM

« Chamo-me Carlos. Nasci em 1967. O meu pai foi para a guerra quando eu tinha dez meses. Não me lembro de o ver partir. O meu pai voltou da guerra quando eu estava prestes a fazer três anos. Não me lembro de o ver chegar.
A guerra do meu pai, a Guerra Colonial, aconteceu antes de a minha memória se apropriar das coisas. Quando o meu pai morreu, já velho, fui em busca da guerra dele, e também da minha.
Falei com dez homens que estiveram com o meu pai
na guerra. Escrevi dez cartas ao pai.

Paulo Faria nasceu em 1967, em Lisboa. Licenciou-se em Biologia por mero acidente. É, há longos anos, tradutor literário, tendo traduzido obras de autores como George Orwell, Jack Kerouac, James Joyce, Don DeLillo e Cormac McCarthy. Viajou em busca das nascentes de algumas das obras que traduziu, o que o levou ao Tennessee, ao Texas, ao Novo México. Venceu, em 2015, o Grande Prémio de Tradução APT/SPA, pela tradução de História em Duas Cidades, de Charles Dickens. Publicou crónicas nas páginas da revista Ler e do jornal Público.»

In: http://www.itaca.pt/

Sobre a obra de Paulo Faria, Estranha Guerra de Uso Comum:

http://observador.pt/…/o-fracasso-bem-sucedido-de-paulo-fa…/

estranha-guerra-de-uso-comum_capa-final

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PRÉMIO NOBEL DA PAZ

PRÉMIO NOBEL DA PAZ 2017

O Comité Norueguês do Nobel anunciou, em Oslo, que o prémio Nobel da Paz de 2017 seria atribuído à ICAN, a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares.

«…”A organização recebe esta distinção pelo seu trabalho na sensibilização para as consequências humanitárias catastróficas de qualquer uso de armas nucleares e pelos seus esforços revolucionários para promover uma proibição de tais armas por tratado”, anunciou o comité.

Este é um prémio para todas as pessoas e entidades que lutam pelo desarmamento nuclear, mas o comité distinguiu em concreto a ICAN pelo esforço “extraordinário” nesse sentido. “Estamos a enviar mensagens para todos os estados, mas em especial para todos os estados que têm armas nucleares”, confirmou Berit Reiss-Andersen, a líder do comité na conferência de imprensa, perante a questão de um jornalista sobre se esta decisão foi influenciada pelas últimas notícias que admitem o cancelamento do acordo nuclear com o Irão.

No comunicado que explica a decisão, o comité lamenta que “vivemos num mundo em que o risco de serem usadas armas nucleares é o maior dos últimos tempos”. “Alguns países estão a modernizar os seus arsenais nucleares e há um perigo real de que outros países tentem obter armas nucleares, nomeadamente a Coreia do Norte”, acrescenta…»

In:http://observador.pt/…/nobel-da-paz-distingue-ican-a-campa…/

Posição da Amnistia Internacional sobre o Nobel 2017:

http://observador.pt/…/amnistia-internacional-portugal-esc…/

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PRÉMIO NOBEL – LITERATURA

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2017

A Academia sueca atribuiu o Nobel da Literatura de 2017 ao escritor inglês Kazuo Ishiguro, tendo sido reconhecido, aquando do anúncio feito em Estocolmo, que os seus romances “… de grande força emocional […] revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo.”
O romancista Kazuo Ishiguro nasceu no Japão, em 1954, mas aos cinco anos emigrou com a família para o Reino-Unido. Licenciou-se em Inglês e Filosofia pela Universidade de Kent, em 1978, e obteve um mestrado em escrita criativa pela Universidade de East Anglia, em 1980. Em 1995, foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à literatura, e em 1988, recebera a condecoração honorífica francesa de Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres.

Destacamos algumas obras de Kazuo Ishiguro traduzidas e publicadas em Portugal:

(1982) “As Colinas de Nagasaki” (1982), obra traduzida em 1989 pela Relógio D’Água – reeditada em 2012;
(1989) “Os Despojos do Dia”, romance que venceu o Booker Prize e viria a ser adaptado para o cinema, em 1993, por James Ivory;
(1995) “Os Inconsolados”, vencedor do Cheltenham Prize;
(2000) “Quando Éramos Órfãos”, nomeado para o Booker Prize e para o Whitbread Prize;
(2005) “Nunca me Deixes”, nomeado para o Booker Prize e adaptado ao cinema;
(2009) “Nocturnos”;
(2015) “O Gigante Enterrado”.

Artigos sobre o autor:

https://www.publico.pt/…/…/nobel-da-literatura-para-1787807…

https://www.publico.pt/…/analise/a-persistencia-da-memoria-…

https://www.publico.pt/…/e-o-nobel-regressou-ao-romance-178…

http://observador.pt/…/de-os-despojos-do-dia-a-o-gigante-e…/

https://www.publico.pt/…/kazuo-ishiguro-sera-que-a-arte-e-o…

«Kazuo Ishiguro é um génio original e extraordinário.»
New York Times

«O melhor e mais original escritor da sua geração.»
Susan Hill, Mail on Sunday

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PRÉMIO NOBEL – QUÍMICA

PRÉMIO NOBEL DA QUÍMICA 2017

A Real Academia das Ciências Sueca atribuiu o Prémio Nobel da Química 2017 aos cientistas Jacques Dubochet, da Universidade de Lausanne (Suíça), Joachim Frank, da Universidade de Columbia (Nova-Iorque), e Richard Henderson, do Laboratório de Biologia Molecular do Conselho de Investigação Médica (Cambridge, Reino-Unido), pelos desenvolvimentos na microscopia crioeletrónica, uma técnica que permite ver estruturas de biomoléculas em solução.

«… Temos um fascínio por coisas muito distantes, como os buracos negros que colidem a muitos milhões de anos-luz da Terra, ou por estruturas muito, muito, mas mesmo muito pequenas. E os prémios Nobel da Física e da Química 2017 refletem isso mesmo. Com a técnica de microscopia crioeletrónica é possível acrescentar melhorias às técnicas microscopia eletrónica e cristalografia de raios X já de si de alta resolução.
Os microscópios eletrónicos existem há muito tempo e têm permitido ver estruturas cada vez mais pequenas, mas têm uma desvantagem: o feixe de eletrões é tão intenso que acaba por destruir as estruturas biológicas. A microscopia crioeletrónica usa feixes muito menos intensos, para não destruir as amostras em estudo, mas também não permite ver tão claramente.
[…]
Se assim é, qual é a vantagem da microscopia crioeletrónica? Tirar muitas fotografias e depois alinhá-las todas até ter uma fotografia de alta resolução. Mesmo que cada fotografia tirada nesta espécie de penumbra possa não apresentar muito detalhe, juntar as fotografias todas permite obter uma imagem que deixa ver cada átomo e cada ligação da molécula. E em três dimensões…»

In: http://observador.pt/…/premio-nobel-da-quimica-para-tecnic…/

Reuters/TOBY MELVILLE

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PRÉMIO NOBEL – FÍSICA

PRÉMIO NOBEL DA FÍSICA 2017

O Prémio Nobel da Física 2017, atribuído pela Real Academia das Ciências Sueca, distinguiu três cientistas ligados ao detector LIGO/VIRGO, Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne, pelo seu contributo para a observação das ondas gravitacionais.

«… Albert Einstein, na sua Teoria da Relatividade Geral, publicada em 1915, tinha definido que quando um corpo com uma determinada massa acelera cria ondas gravitacionais. Ao contrário do que postulava Isaac Newton, Einstein defendia a deformação do tecido espacio-temporal por corpos celestes que se aproximassem um do outro, o que levava à perturbação dos campos gravitacionais. Mais, Einstein acreditava que seria possível medir estas ondas, mas foram precisos 100 anos para que isso acontecesse.

Só em 2015 as ondas gravitacionais foram finalmente demonstradas de forma fidedigna e replicável, mas desde então já foi possível detetá-las mais três vezes. A última vez foi em setembro deste ano, quando equipa do detetor LIGO/VIRGO anunciou a nova deteção das ondas gravitacionais, desta vez por três antenas em simultâneo. O feito é incrível tendo em conta que a colisão dos buracos negros aconteceu num lugar muito longínquo do universo e que as ondas que chegaram até nós já estão muito mais fracas do que na origem.
[…]
Ainda que tenha sido a quarta deteção desde 2015, foi a primeira vez que os astrofísicos descobriram ondas gravitacionais através de três interferómetros laser, as mais sensíveis máquinas construídas pelo homem. Estas antenas são muito mais precisas e permitem melhorar a capacidade de localização do fenómeno…»

In: http://observador.pt/…/premio-nobel-da-fisica-para-as-onda…/

 

 

 

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PRÉMIO NOBEL – MEDICINA

PRÉMIO NOBEL DA MEDICINA 2017

O Nobel da Medicina 2017 foi atribuído pela Academia de Karolinska aos três investigadores que descobriram o mecanismo do relógio biológico: Jeffrey C. Hall, da Universidade do Maine, Michael Rosbash, da Universidade Brandeis (Waltham) e Michael W. Young, da Universidade Rockefeller (Nova-Iorque).

« … Para perceber como funciona o relógio biológico dos seres vivos, os investigadores usaram a mosca da fruta como organismo modelo e conseguiram isolar o gene que controla este ritmo diário – também chamado de ciclo circadiano. Este gene é responsável pela produção de uma proteína que se acumula nas células durante a noite e é degradada durante o dia. Depois deste, outros genes com influência direta e indireta no relógio foram sendo descobertos.

A proteína produzida durante a noite tem assim um ciclo de 24 horas que acompanha o ciclo circadiano: umas vezes a produção é estimulada, outras vezes é inibida. Um relógio que faz com que os mecanismos avancem ou recuem resulta no organismo, mas deixaria o relógio de pulso com os ponteiros trocados.
Ainda que tenha sido estudado nas moscas da fruta, este mecanismo existe em todas células e formas de vida: dos organismos unicelulares, como as bactérias, até aos organismos mais complexos como plantas e animais – incluindo o homem. Sabe-se também que os ritmos circadianos são mecanismos muito antigos e que se mantiveram mais ou menos inalterados durante a evolução.
Enquanto o relógio de pulso bate os segundos a um ritmo certo e constante, o nosso relógio biológico é capaz de se adaptar aos vários momentos do dia, incluindo à presença ou ausência de luz. E se o relógio de pulso nos ajuda a prevenir os atrasos, o nosso relógio interno tem influência no nosso comportamento, ciclos de sono, metabolismo, temperatura corporal e produção de hormonas…»

In: http://observador.pt/2017/10/02/nobel-medicina-2017/

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