PRÉMIO NOBEL – QUÍMICA

PRÉMIO NOBEL DA QUÍMICA 2017

A Real Academia das Ciências Sueca atribuiu o Prémio Nobel da Química 2017 aos cientistas Jacques Dubochet, da Universidade de Lausanne (Suíça), Joachim Frank, da Universidade de Columbia (Nova-Iorque), e Richard Henderson, do Laboratório de Biologia Molecular do Conselho de Investigação Médica (Cambridge, Reino-Unido), pelos desenvolvimentos na microscopia crioeletrónica, uma técnica que permite ver estruturas de biomoléculas em solução.

«… Temos um fascínio por coisas muito distantes, como os buracos negros que colidem a muitos milhões de anos-luz da Terra, ou por estruturas muito, muito, mas mesmo muito pequenas. E os prémios Nobel da Física e da Química 2017 refletem isso mesmo. Com a técnica de microscopia crioeletrónica é possível acrescentar melhorias às técnicas microscopia eletrónica e cristalografia de raios X já de si de alta resolução.
Os microscópios eletrónicos existem há muito tempo e têm permitido ver estruturas cada vez mais pequenas, mas têm uma desvantagem: o feixe de eletrões é tão intenso que acaba por destruir as estruturas biológicas. A microscopia crioeletrónica usa feixes muito menos intensos, para não destruir as amostras em estudo, mas também não permite ver tão claramente.
[…]
Se assim é, qual é a vantagem da microscopia crioeletrónica? Tirar muitas fotografias e depois alinhá-las todas até ter uma fotografia de alta resolução. Mesmo que cada fotografia tirada nesta espécie de penumbra possa não apresentar muito detalhe, juntar as fotografias todas permite obter uma imagem que deixa ver cada átomo e cada ligação da molécula. E em três dimensões…»

In: http://observador.pt/…/premio-nobel-da-quimica-para-tecnic…/

Reuters/TOBY MELVILLE

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PRÉMIO NOBEL – FÍSICA

PRÉMIO NOBEL DA FÍSICA 2017

O Prémio Nobel da Física 2017, atribuído pela Real Academia das Ciências Sueca, distinguiu três cientistas ligados ao detector LIGO/VIRGO, Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne, pelo seu contributo para a observação das ondas gravitacionais.

«… Albert Einstein, na sua Teoria da Relatividade Geral, publicada em 1915, tinha definido que quando um corpo com uma determinada massa acelera cria ondas gravitacionais. Ao contrário do que postulava Isaac Newton, Einstein defendia a deformação do tecido espacio-temporal por corpos celestes que se aproximassem um do outro, o que levava à perturbação dos campos gravitacionais. Mais, Einstein acreditava que seria possível medir estas ondas, mas foram precisos 100 anos para que isso acontecesse.

Só em 2015 as ondas gravitacionais foram finalmente demonstradas de forma fidedigna e replicável, mas desde então já foi possível detetá-las mais três vezes. A última vez foi em setembro deste ano, quando equipa do detetor LIGO/VIRGO anunciou a nova deteção das ondas gravitacionais, desta vez por três antenas em simultâneo. O feito é incrível tendo em conta que a colisão dos buracos negros aconteceu num lugar muito longínquo do universo e que as ondas que chegaram até nós já estão muito mais fracas do que na origem.
[…]
Ainda que tenha sido a quarta deteção desde 2015, foi a primeira vez que os astrofísicos descobriram ondas gravitacionais através de três interferómetros laser, as mais sensíveis máquinas construídas pelo homem. Estas antenas são muito mais precisas e permitem melhorar a capacidade de localização do fenómeno…»

In: http://observador.pt/…/premio-nobel-da-fisica-para-as-onda…/

 

 

 

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PRÉMIO NOBEL – MEDICINA

PRÉMIO NOBEL DA MEDICINA 2017

O Nobel da Medicina 2017 foi atribuído pela Academia de Karolinska aos três investigadores que descobriram o mecanismo do relógio biológico: Jeffrey C. Hall, da Universidade do Maine, Michael Rosbash, da Universidade Brandeis (Waltham) e Michael W. Young, da Universidade Rockefeller (Nova-Iorque).

« … Para perceber como funciona o relógio biológico dos seres vivos, os investigadores usaram a mosca da fruta como organismo modelo e conseguiram isolar o gene que controla este ritmo diário – também chamado de ciclo circadiano. Este gene é responsável pela produção de uma proteína que se acumula nas células durante a noite e é degradada durante o dia. Depois deste, outros genes com influência direta e indireta no relógio foram sendo descobertos.

A proteína produzida durante a noite tem assim um ciclo de 24 horas que acompanha o ciclo circadiano: umas vezes a produção é estimulada, outras vezes é inibida. Um relógio que faz com que os mecanismos avancem ou recuem resulta no organismo, mas deixaria o relógio de pulso com os ponteiros trocados.
Ainda que tenha sido estudado nas moscas da fruta, este mecanismo existe em todas células e formas de vida: dos organismos unicelulares, como as bactérias, até aos organismos mais complexos como plantas e animais – incluindo o homem. Sabe-se também que os ritmos circadianos são mecanismos muito antigos e que se mantiveram mais ou menos inalterados durante a evolução.
Enquanto o relógio de pulso bate os segundos a um ritmo certo e constante, o nosso relógio biológico é capaz de se adaptar aos vários momentos do dia, incluindo à presença ou ausência de luz. E se o relógio de pulso nos ajuda a prevenir os atrasos, o nosso relógio interno tem influência no nosso comportamento, ciclos de sono, metabolismo, temperatura corporal e produção de hormonas…»

In: http://observador.pt/2017/10/02/nobel-medicina-2017/

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MIBE – 2017

MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES – 2017

No mês de outubro, comemorou-se o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, tendo como referência o tema escolhido pela Rede de Bibliotecas Escolares, para o ano letivo de 2017-18: Ligando Comunidades e Culturas. As Bibliotecas do AEGV associaram-se à celebração desta efeméride.

 

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PRÉMIO LITERÁRIO

PRÉMIO LITERÁRIO URBANO TAVARES RODRIGUES 2017 – FENPROF

A escritora Isabela Figueiredo venceu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues 2017 com o romance ‘A Gorda’, editado pela Caminho. O júri, constituído pelos escritores e professores Paulo Sucena, José Manuel Mendes e Teresa Martins Marques, deliberou por unanimidade, considerando “A Gorda” um romance “marcado pela congruência e agilidade na construção da diegese” e “por uma estratégia de efabulação que recusa tanto o desenvolvimento linear da narrativa, como o predomínio de qualquer pendor e ornatos”. Destacou ainda “a densidade das personagens principais” bem como “a escrita sóbria, eficaz no domar das relações entre a memória não raro auto(biográfica), e o contexto, a ironia e a dissecação, a premência do tempo num presente contraditório”.

O prémio, instituído pela Federação Nacional de Professores, em parceria com uma Seguradora, é atribuído no âmbito das celebrações do Dia Mundial dos Professores (5 de outubro) e pretende valorizar o trabalho dos professores para além da sua atividade docente.

Isabela Figueiredo é professora, escritora, autora do blogue “ O Mundo Perfeito” e, para além do romance vencedor, “A Gorda” (2016), publicara “Caderno de Memórias Coloniais” (Angelus Novus, 2009, 5ª edição).

As Bibliotecas do AEGV felicitam Isabela Figueiredo pelo prémio atribuído.

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MELÓMANOS

DIA MUNDIAL DA MÚSICA   (1 de outubro)

As Bibliotecas do AEGV saúdam todos os músicos e melómanos, agradecendo especialmente aos alunos e professores que tornam possível a Orquestra do Gil.
E, como homenagem, aqui ficam as palavras do poeta:

ART POÉTIQUE
«De la musique avant toute chose,
Et pour cela préfère l´Impair
Plus vague et plus soluble dans l´air,
Sans rien en lui qui pèse ou qui pose…»

PAUL VERLAINE

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AUTORES

WALLACE STEVENS (1879-1955)

No dia 2 de outubro de 1879 nasceu o poeta modernista norte-americano Wallace Stevens. Em 1955, venceu o Prémio Pulitzer de Poesia pela obra “Collected Poems”.

Aqui deixamos um dos seus poemas:

THE READER

All night I sat reading a book,
Sat reading as if in a book
Of sombre pages.

It was autumn and falling stars
Covered the shrivelled forms
Crouched in the moonlight.

No lamp was burning as I read,
A voice was mumbling, “Everything
Falls back to coldness,

Even the musky muscadines,
The melons, the vermilion pears
Of the leafless garden.”

The sombre pages bore no print
Except the trace of burning stars
In the frosty heaven.

 

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AUTORES

 JORGE LUIS BORGES (1899-1986)

O escritor argentino Jorge Luis Borges publicou uma coleção de contos, intitulada “Ficções” (“Ficciones”), que foi considerada pela crítica como uma das obras-primas da literatura do século XX, tendo sido distinguida, em 1961, com o Prémio Internacional de Literatura por editores de diversos países. Nesta obra, inclui-se um dos seus mais famosos contos, “Pierre Menard, Autor do Quixote” (“Pierre Menard, Autor Del Quixote”). Este conto assume-se como a revisão ou a crítica literária da obra de Pierre Menard, autor francês do Século XX que se propõe recriar, linha por linha, a obra de Cervantes, Dom Quixote. Este texto levanta questões teóricas muito interessantes relacionadas com a autoria, a apropriação e a interpretação. Aqui fica um excerto, para estimular o interesse dos leitores:
«… [Pierre Menard] não queria compor outro Quixote – o que é fácil – mas o Quixote. Não vale a pena acrescentar que nunca encarou a possibilidade de uma transcrição mecânica do original; não se propunha copiá-lo. A sua admirável ambição era produzir umas páginas que coincidissem – palavra por palavra e linha por linha – com as de Miguel de Cervantes. “O meu propósito é simplesmente espantoso” escreveu-me a 30 de Setembro de 1934 de Bayonne…»

(EDITORIAL TEOREMA – 1998)

 

 

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AUTORES

CERVANTES (Miguel de Cervantes Saavedra)

Pensa-se que terá nascido no dia 29 de setembro de 1547, provavelmente em Alcalá de Henares, Castela, e presume-se que tenha falecido no dia 23 de abril de 1616, em Madrid. Romancista, dramaturgo e poeta, é o autor de uma das mais influentes obras do cânone ocidental, “Dom Quixote de la Mancha”, ou, na língua original, “El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha”, publicada em duas partes, a primeira das quais em 1605, e a segunda, em 1615. Originalmente concebida como uma paródia dos romances de cavalaria, descreve, de forma realística e humorística, a situação do cavaleiro Dom Quixote, que, tendo perdido o juízo devido à leitura de tantos romances, se faz à estrada, na companhia do seu pragmático e fiel amigo Sancho Pança, na tentativa de imitar os seus heróis. Este é o mote para muitas peripécias e aventuras…

A Editora Dom Quixote, responsável por uma das edições desta obra de Cervantes, apresenta-a nos seguintes termos: «A imortal história do Cavaleiro da Triste Figura, que acompanhado pelo seu fiel escudeiro, Sancho Pança, avança por montes e vales, lutando contra moinhos de vento e cavaleiros imaginários em nome da justiça. Retrato do anti-herói, Dom Quixote, o fidalgo enlouquecido, representa a capacidade de transformação do homem em busca dos seus ideais. Este grande livro é muito mais do que um romance de cavalaria. Pelo contrário, ao satirizar os romances de cavalaria em voga ao longo dos séculos XVI e XVII, o Dom Quixote afirma-se como o clássico fundador do romance moderno. O humor, as digressões e reflexões, a oralidade nas falas e a metalinguagem marcaram o fim da Idade Média na literatura. Repleto de aventuras e situações fantásticas, este tem sido considerado um livro inesquecível para muitas gerações de leitores.»

Bertrand.pt - Dom Quixote de La Mancha

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