AUTORES

JORGE DE SENA (1919-1978)

No dia 2 de novembro de 1919, nasceu, em Lisboa, Jorge de Sena, nome maior da Cultura Portuguesa.

«Jorge de Sena nasceu em Lisboa, a 2 de novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Califórnia, a 4 de junho de 1978. É hoje considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso século XX.
A sua infância de filho único é marcada pelas expectativas que o pai, comandante da marinha mercante, alimenta para ele como futuro oficial da Armada, em confronto com a educação musical que a mãe procura proporcionar-lhe. Em setembro de 1937 ingressa na Escola Naval como primeiro cadete do “Curso do Condestável”, mas vicissitudes diversas da viagem de instrução no navio-escola Sagres ditam a sua exclusão da Marinha em março de 1938. Parte importante destas vicissitudes tem que ver com o endurecimento das normas que regem a instrução dos cadetes, em consonância com a fascização do Estado Novo por ocasião da Guerra Civil de Espanha. A passagem pela Armada no preciso momento da luta pela liberdade em Espanha constitui uma experiência traumática da sua adolescência que será matéria de diversos poemas e ficções, como “A Grã-Canária” e, no caso da Guerra Civil, Sinais de fogo. Jorge de Sena, que começara a escrever em 1936, estreando-se em 1942 com Perseguição, acaba por se licenciar em Engenharia Civil (1944) pela Universidade do Porto, trabalhando na Junta Autónoma de Estradas de 1948 a 1959, ano em que se exila no Brasil, receando as perseguições políticas resultantes de uma falhada tentativa de golpe de estado, a 11 de março desse ano, em que está envolvido. A mudança para o Brasil permite-lhe uma reconversão profissional que vai ao encontro da sua vocação, dedicando-se ao ensino da literatura, acabando por se doutorar em Letras na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara (São Paulo), em 1964, obtendo também o diploma de Livre-Docência, para o que teve que naturalizar-se brasileiro (1963).
Os anos de Brasil (1959-65), os primeiros vividos, como adulto, em liberdade, são talvez o seu período mais criativo: completa a sequência de poemas sobre obras de arte visual, Metamorfoses (uma das obras que mais influência teve na poesia portuguesa), escreve os experimentais Quatro sonetos a Afrodite Anadiómena, as metamorfoses de Arte de música e a novela O físico prodigioso, inicia o romance Sinais de fogo, investiga e publica sobre Luís de Camões e o Maneirismo, trabalha na edição do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, retoma a escrita para o teatro, etc. A alteração da situação democrática no Brasil, com o golpe militar de 1964, faz temer um regresso ao passado, quer em termos políticos quer em termos de dificuldades económicas, mas em 1965 surge a oportunidade de se mudar para os Estados Unidos, com Mécia de Sena e os seus agora nove filhos. Em outubro desse ano passa a integrar o corpo docente da University of Wisconsin, Madison, onde é nomeado professor catedrático efetivo (1967), transitando, em 1970, para a University of California, Santa Barbara (UCSB). Durante a sua permanência na UCSB, até ao final da vida, ocupa os cargos de diretor do Departamento de Espanhol e Português e do Programa (interdepartamental) de Literatura Comparada. Foi ainda membro da Hispanic Society of America, da Modern Languages Association of America e da Renaissance Society of America.»

[…]

«Bibliografia de Jorge de Sena

Poesia

Perseguição (1942); Coroa da Terra (1946); Pedra Filosofal (1950); As Evidências (1955); Fidelidade (1958); Poesia-I (Perseguição, Coroa da Terra, Pedra Filosofal, As Evidências, e o inédito Post-Scriptum) (1961; 3.ª ed., 1988); Metamorfoses, seguidas de Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena (1963); Arte de Música (1968); Peregrinatio ad Loca Infecta (1969); 90 e Mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy (1970; 3.ª ed., 2003); Poesia de 26 Séculos: De Arquíloco a Nietzsche (1971-72; 3.ª ed., 2001); Exorcismos (1972); Trinta Anos de Poesia (antologia, 1972; 2.ª ed., 1984); Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos e Outros Textos (1973); Conheço o Sal… e Outros Poemas (1974); Sobre Esta Praia… Oito Meditações à beira do Pacífico (1977); Poesia-II (Fidelidade, Metamorfoses, Arte de Música) (1978; 2.ª ed., 1988); Poesia-III (Peregrinatio ad Loca Infecta, Exorcismos, Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos, Conheço o Sal… e Outros Poemas, Sobre Esta Praia…) (1978; 2.ª ed., 1989); Poesia do Século XX: De Thomas Hardy a C. V. Cattaneo (1978; 3.ª ed., 2003); 40 Anos de Servidão (1979; 3.ª ed., 1989); 80 Poemas de Emily Dickinson (1979); Sequências (1980); Visão Perpétua (1982; 2.ª ed., 1989); Post-Scriptum-II (1985); Dedicácias (1999).

Teatro

O Indesejado (António, Rei) (1951; 3.ª ed., 1986); Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto (1974); Mater Imperialis: Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto seguido de um Apêndice (1990).

Ficção

Andanças do Demónio (1960); A Noite que Fora de Natal (1961); Novas Andanças do Demónio (1966); Os Grão-Capitães: Uma Sequência de Contos (1976; 5.ª ed., 1989); O Físico Prodigioso (1977; 8.ª ed., 2001); Antigas e Novas Andanças do Demónio (1978; 6.ª ed., 2000); Sinais de Fogo (1979; 9.ª ed., 2003); Génesis (1983; 2.ª ed., 1986); Monte Cativo e Outros Projectos de Ficção (1994).

Obras Críticas, de História Geral, Cultural ou Literária

Páginas de Doutrina Estética, de Fernando Pessoa (1946; 2.ª ed., [1964]); Florbela Espanca ou a Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa (1947; ed. fac-similada, 1995); Líricas Portuguesas: 3ª Série (1958; 2.ª ed., rev. e aum., em 2 vols.: I, 1975; II, 1983; 3.ª ed. do vol. I, 1984); Da Poesia Portuguesa (1959); História da Literatura Inglesa, de A. C. Ward (1960); «O Poeta é um Fingidor» (1961); O Reino da Estupidez-I (1961; 3.ª ed., 1984); A Literatura Inglesa: Ensaio de Interpretação e de História (1963; 2.ª ed., 1989); Teixeira de Pascoaes: Poesia (1965; 3.ª ed., aum., como A Poesia de Teixeira de Pascoaes, 1982); Uma Canção de Camões (1966; 2.ª ed., 1984); Estudos de História e de Cultura (1967); Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular (1969; 2.ª ed., 1981); A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI (1970; 2.ª ed., 1980); Dialécticas da Literatura (1973; 2.ª ed., rev. e aum.: Dialécticas Teóricas da Literatura, 1978); Maquiavel e Outros Estudos (1974; 2.ª ed.: Maquiavel, Marx e Outros Estudos, 1991); Francisco de la Torre e D. João de Almeida (1974); Poemas Ingleses, de Fernando Pessoa (1974; 4.ª ed., 1994); Régio, Casais, a presença e Outros Afins (1977); Dialécticas Aplicadas da Literatura (1978); O Reino da Estupidez-II (1978); Trinta Anos de Camões, 1948-1978 (Estudos Camonianos e Correlatos) (1980); Estudos de Literatura Portuguesa-I (1982; 2.ª ed., aum., 1999); Fernando Pessoa & Cª Heterónima (Estudos Coligidos 1940-1978) (1982; 2.ª ed., 1984); Estudos sobre o Vocabulário de Os Lusíadas: Com Notas sobre o Humanismo e o Exoterismo de Camões (1982); Inglaterra Revisitada (Duas Palestras e Seis Cartas de Londres) (1986); Sobre o Romance (Ingleses, Norte-Americanos e Outros) (1986); Estudos de Literatura Portuguesa-II (1988); Estudos de Literatura Portuguesa-III (1988); Estudos de Cultura e Literatura Brasileira (1988); Sobre Cinema (1988); Do Teatro em Portugal (1989); Amor e Outros Verbetes (1992); O Dogma da Trindade Poética (Rimbaud) e Outros Ensaios (1994); Diários (2004); Sobre Literatura e Cultura Britânicas (2005); Poesia e Cultura (2005). NO PRELO: Sobre Teoria e Crítica Literária; Textos de Intervenção Política; Entrevistas e Inquéritos.

Correspondência

Jorge de Sena / Guilherme de Castilho (1981); Mécia de Sena / Jorge de Sena: Isto Tudo Que Nos Rodeia (Cartas de Amor) (1982); Jorge de Sena / José Régio (1986); Jorge de Sena / Vergílio Ferreira (1987) Cartas a Taborda de Vasconcelos: Correspondência Arquivada (1987); Eduardo Lourenço / Jorge de Sena (1991); Jorge de Sena / Edith Sitwell (1994); Dante Moreira Leite / Jorge de Sena: Registros de uma convivência intelectual (1996).

Antologias (seleção)

Poesia de Jorge de Sena, de Fátima Freitas Morna (1985); Antologia Poética de Jorge de Sena, de Jorge Fazenda Lourenço (1999); A Arte de Jorge de Sena: Uma Antologia, de Jorge Fazenda Lourenço (2004).»

In: http://cvc.instituto-camoes.pt/se…/jorge-de-sena-55876.html…

 

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TEIXEIRA DE PASCOAES (1877-1952)

No dia 8 de novembro de 1877, nasceu, em Amarante, Teixeira de Pascoaes, nome maior da Literatura Portuguesa.

«… Foi, sobretudo na sua fase inicial, o principal inspirador e um dos representantes – juntamente com Álvaro Pinto, Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, António Sérgio e Raul Proença – do movimento designado por “Renascença Portuguesa”, cujo órgão representativo foi “A Águia, Revista Mensal de Literatura, Arte, Ciência, Filosofia e Crítica Social”, e um dos expoentes máximos do Saudosismo, movimento teorético que aponta para uma cisão originária e a possível restauração da condição decaída do ser humano. A sua obra, dividida por poesia, prosa e reflexão, reflete a experiência ontológica, metafísica e teleológica da saudade, em que, além de uma dimensão profético-messiânica está presente também um cunho pedagógico ligado à preservação da alma e do modo de ser português. O Pensamento de Teixeira de Pascoaes assume ainda uma faceta místico-religiosa marcada pela presença-ausência (conceito bicéfalo comum na crítica pascoalina) de Deus e da Natureza.»
In:http://www.bnportugal.pt/index.php…

«… tudo o que Pascoaes escreveu deve ser lido de um modo literal, não dissolvido na interpretação, como tropo ou símbolo. A radicalidade conceptual e poética dos seus textos só assim é percetível. Ler literalmente os seus textos não é incompatível com o reconhecimento de um papel decisivo da “imaginação”, se o que neles se exprime for, como é o caso, um adquirido cognitivo, uma intuição metafísica do autor. O objeto dessas intuições, inesperadas e de uma audácia inigualada por qualquer contemporâneo, é cosmológico e poético. Por exaltante que seja para o leitor, o belo do que é expresso é a beleza de um conteúdo belo, o seu modo de existir, a sua forma de expressão.»
Feijó, António M., Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes), Lisboa, INCM, 2015, pp.79-80.

BIBLIOGRAFIA

1-De Teixeira de Pascoaes

1895-Embryões (poesia)
1896-Belo (poesia)-1ª parte
1897-Belo-2ª parte
1898-À Minha Alma e Sempre (poesia)
1899-Profecia (poesia) – em colaboração com Afonso Lopes Vieira
1901-À Ventura (poesia)
1903-Jesús e Pan (poesia)
1904-Para a Luz (poesia)
1906-Vida Etérea (poesia)
1907-As Sombras (poesia)
1909-Senhora da Noite (poesia)
1911-Marânus (poesia)
1912-Regresso ao Paraíso (poesia). Elegias (poesia; O Espírito Lusitano e o Saudosismo (conferência)
1913-O Doido e a Morte (poesia); O Génio português na sua expressão filosófica poética e religiosa (Conferência)
1914-Verbo Escuro (Aforismos); A Era Lusíada (conferência)
1915-A Arte de Ser Português (prosa didáctica)
1916-A Beira Num Relâmpago (prosa)
1919-Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)
1921-O Bailado (prosa filosófica) e Cantos Indecisos (poesia)
1922-Conferência e A Caridade (conferência)
1923-A Nossa Fome (prosa filosófica)
1924-A Elegia do Amor (verso) e O pobre Tolo
1925-D. Carlos (poesia); Cânticos (poesia); Sonetos
1926-Jesús Cristo em Lisboa (peça de teatro escrita em colaboração com Raul Brandão)
1928-Livro de Memórias (prosa autobiográfica)
1934-S.Paulo (biografia romanceada)
1936-S. Jerónimo e a Trovoada (biografia romanceada)
1937-O Homem Universal (prosa filosófica)
1940-Napoleão (biografia romanceada)
1942-Camilo Castelo Branco O Penitente (biografia romanceada); Duplo Passeio (prosa)
1945-Santo Agostinho (biografia romanceada)
1949-Versos Pobres
1950-Duas conferências em defesa da paz
http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/1910a.html

 

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Pintura de Teixeira de Pascoaes, o Rio Tâmega e o Marão

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SUGESTÃO DE LEITURA
(A propósito do dia de Halloween…)

Edgar Allan Poe (1809-1849)

Nasceu em Boston, no Estado do Massachusetts, nos Estados Unidos da América, no dia 19 de Janeiro de 1809 e faleceu em Baltimore, Maryland, a 7 de outubro de 1849. Autor, poeta, editor e crítico literário, integrou o movimento romântico americano. Conhecido por criar histórias que envolvem o mistério e o macabro, foi um dos primeiros escritores americanos de contos e um mestre do “suspense”.

«Edgar Allan Poe é um dos autores mais publicados do mundo, conhecido pela genialidade expressa também nos seus famosos contos de terror e em algumas das histórias de detetives mais macabras jamais escritas, como A Queda da Casa de Usher, Os Crimes da Rua Morgue ou O Escaravelho de Ouro. Notável mestre do suspense, Poe também era poeta e, como demonstram os seus contos sobre hipnotismo e viagens no tempo, foi um pioneiro da ficção científica.»

In: https://www.bertrand.pt/f…/todos-os-contos-edgar-allan-poe/…

«Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Uma selecção dos melhores contos fantásticos de Edgar Allan Poe (1809-1849). Inclui os clássicos A queda da casa de Usher, O coração revelador ou O barril de Amontillado. Poe é um grande escritor norte-americano, poeta admirado, narrador admirável de histórias em que o sobrenatural e o mistério têm sempre lugar. É por muitos considerado não só um mestre do fantástico como o inventor do conto policial moderno, criador dos antepassados de Sherlock Holmes, Poirot e tantos outros detectives conhecidos pelos seus poderes de observação e dedução.
Contos Fantásticos de Edgar Allan Poe»

In: https://www.bertrand.pt/ficha/contos-fantasticos?id=17415654

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SUGESTÃO DE LEITURA

SUGESTÃO DE LEITURA

LEWIS CARROLL – As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho.

Tradução: Margarida Vale de Gato, Sir John Tenniel.
Edição/reimpressão:2000
Páginas:336
Editor:Relógio D’Água
ISBN:9789727085828

«Deixem–me acrescentar, pois sinto que me deixei divagar num tom demasiado sério para um prefácio de um conto de fadas, a deliciosa e ingénua observação de uma menina a quem quero muito, quando lhe perguntei, depois de a conhecer há dois ou três dias, se ela lera As Aventuras de Alice e o Do Outro Lado do Espelho. “Sim, sim”, respondeu ela prontamente, “li os dois! E acho…” (disse ela mais devagar, como se pensasse no assunto), “Acho que o Do Outro Lado do Espelho é mais estúpido do que As Aventuras de Alice. Não lhe parece?” Mas eu achei que não seria de bom tom entrar nessa discussão.»

Prefácio de Lewis Carroll
Dezembro, 1886

In: http://relogiodagua.pt/…/aventuras-de-alice-no-pais-das-ma…/

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SUGESTÃO DE LEITURA

SUGESTÃO DE LEITURA

PAULO VARELA GOMES, Era uma vez em Goa
Tinta da China Edições (2015)
ISBN: 978-989-671-245-7

Plano Nacional de Leitura – obra recomendada para o Ensino Secundário

GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE 2016

Estamos em 1963, dois anos volvidos sobre a expulsão dos portugueses da Índia. Os territórios de Goa, Damão e Diu encontram-se sob o domínio ainda ambíguo do governo indiano, mas, nas ruas, o concacim e o inglês convivem a toda a hora com um sub-reptício português, os letreiros das lojas ainda mal apagados, a religião ecléctica com as marcas de Cristo, os edifícios e a cultura no limbo de um colonialismo defunto.

O que se destaca neste livro é o muito que o autor conhece sobre a história do lugar, as marcas da presença portuguesa (as marcas arquitectónicas e as outras), o ambiente, a geografia. “Era Uma Vez em Goa” é em parte uma história intelectual inventada, em parte história “tout court”, em parte ainda um conjunto de observações de quem passou muito tempo na Índia com os olhos abertos, e que se dá agora a liberdade de poder escrever sem fundamentação precisa. Como nos outros romances do Paulo Varela Gomes, como nas crónicas de “Ouro e Cinza”, a descrição é vívida, detalhada, rigorosa, evocativa. Lê-se não tanto como a história de uma viagem, mas com a impressão de que o autor aproveitou, com estas páginas, sentado à secretária, ao computador, para viajar mais uma vez por Goa. E é o próprio lugar que é o protagonista.» —Ivan Nunes, Prefácio –

In: http://www.tintadachina.pt/book.php…

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PRÉMIO NOBEL – ECONOMIA

PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA 2017

A Academia Real das Ciências da Suécia distinguiu o economista norte-americano Richard H. Thaler, da Universidade de Chicago (E.U.A), com o Prémio Nobel da Economia 2017. É um dos nomes de referência no campo da economia comportamental.

«… A Academia Real das Ciências da Suécia entrega todos os anos um prémio Nobel a economistas que se distinguem pelas suas teorias académicas, frequentemente revolucionárias. Esta segunda-feira, na entrega do Nobel da Economia de 2017, a instituição decidiu premiar Richard Thaler, um economista cuja maior contribuição foi demonstrar como muitas vezes, tantas vezes, essas teorias falham em algo essencial: ignoram que na base de tudo estão seres humanos imprevisíveis, por vezes irracionais e em algumas ocasiões simplesmente errados nas decisões que tomam…»

In: http://observador.pt/…/nobel-da-economia-porque-fazemos-co…/

«… Uma das questões estudadas por Thaler foi a forma como o sentimento de justiça pode desempenhar um papel muito importante nas decisões económicas. Alguns exemplos: se um vendedor de chapéus de chuva vender cada chapéu por dez dólares em tempos normais, mas duplicar ou triplicar esse preço quando está a chover, os potenciais compradores podem considerar isso injusto e recusar-se a comprá-los. Deste modo, o próprio vendedor pode ser forçado a incorporar este sentimento de justiça na definição dos preços. A mesma lógica pode aplicar-se na definição dos salários em tempos de crise e em tempos de expansão, o que pode ser um motivo para que exista uma relativa estabilidade no valor dos salários, mesmo em períodos de grande flutuação económica…»

In: https://www.publico.pt/…/nobel-da-economia-para-richard-h-t…

Para mais informações sobre a atribuição deste prémio:

https://www.nobelprize.org/…/econ…/laureates/2017/press.html

Richard H. Thaler, Premio Nobel de Economía 2017.

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SUGESTÃO DE LEITURA

SUGESTÃO DE LEITURA

PAULO FARIA – ESTRANHA GUERRA DE USO COMUM

« Chamo-me Carlos. Nasci em 1967. O meu pai foi para a guerra quando eu tinha dez meses. Não me lembro de o ver partir. O meu pai voltou da guerra quando eu estava prestes a fazer três anos. Não me lembro de o ver chegar.
A guerra do meu pai, a Guerra Colonial, aconteceu antes de a minha memória se apropriar das coisas. Quando o meu pai morreu, já velho, fui em busca da guerra dele, e também da minha.
Falei com dez homens que estiveram com o meu pai
na guerra. Escrevi dez cartas ao pai.

Paulo Faria nasceu em 1967, em Lisboa. Licenciou-se em Biologia por mero acidente. É, há longos anos, tradutor literário, tendo traduzido obras de autores como George Orwell, Jack Kerouac, James Joyce, Don DeLillo e Cormac McCarthy. Viajou em busca das nascentes de algumas das obras que traduziu, o que o levou ao Tennessee, ao Texas, ao Novo México. Venceu, em 2015, o Grande Prémio de Tradução APT/SPA, pela tradução de História em Duas Cidades, de Charles Dickens. Publicou crónicas nas páginas da revista Ler e do jornal Público.»

In: http://www.itaca.pt/

Sobre a obra de Paulo Faria, Estranha Guerra de Uso Comum:

http://observador.pt/…/o-fracasso-bem-sucedido-de-paulo-fa…/

estranha-guerra-de-uso-comum_capa-final

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PRÉMIO NOBEL DA PAZ

PRÉMIO NOBEL DA PAZ 2017

O Comité Norueguês do Nobel anunciou, em Oslo, que o prémio Nobel da Paz de 2017 seria atribuído à ICAN, a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares.

«…”A organização recebe esta distinção pelo seu trabalho na sensibilização para as consequências humanitárias catastróficas de qualquer uso de armas nucleares e pelos seus esforços revolucionários para promover uma proibição de tais armas por tratado”, anunciou o comité.

Este é um prémio para todas as pessoas e entidades que lutam pelo desarmamento nuclear, mas o comité distinguiu em concreto a ICAN pelo esforço “extraordinário” nesse sentido. “Estamos a enviar mensagens para todos os estados, mas em especial para todos os estados que têm armas nucleares”, confirmou Berit Reiss-Andersen, a líder do comité na conferência de imprensa, perante a questão de um jornalista sobre se esta decisão foi influenciada pelas últimas notícias que admitem o cancelamento do acordo nuclear com o Irão.

No comunicado que explica a decisão, o comité lamenta que “vivemos num mundo em que o risco de serem usadas armas nucleares é o maior dos últimos tempos”. “Alguns países estão a modernizar os seus arsenais nucleares e há um perigo real de que outros países tentem obter armas nucleares, nomeadamente a Coreia do Norte”, acrescenta…»

In:http://observador.pt/…/nobel-da-paz-distingue-ican-a-campa…/

Posição da Amnistia Internacional sobre o Nobel 2017:

http://observador.pt/…/amnistia-internacional-portugal-esc…/

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PRÉMIO NOBEL – LITERATURA

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2017

A Academia sueca atribuiu o Nobel da Literatura de 2017 ao escritor inglês Kazuo Ishiguro, tendo sido reconhecido, aquando do anúncio feito em Estocolmo, que os seus romances “… de grande força emocional […] revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo.”
O romancista Kazuo Ishiguro nasceu no Japão, em 1954, mas aos cinco anos emigrou com a família para o Reino-Unido. Licenciou-se em Inglês e Filosofia pela Universidade de Kent, em 1978, e obteve um mestrado em escrita criativa pela Universidade de East Anglia, em 1980. Em 1995, foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à literatura, e em 1988, recebera a condecoração honorífica francesa de Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres.

Destacamos algumas obras de Kazuo Ishiguro traduzidas e publicadas em Portugal:

(1982) “As Colinas de Nagasaki” (1982), obra traduzida em 1989 pela Relógio D’Água – reeditada em 2012;
(1989) “Os Despojos do Dia”, romance que venceu o Booker Prize e viria a ser adaptado para o cinema, em 1993, por James Ivory;
(1995) “Os Inconsolados”, vencedor do Cheltenham Prize;
(2000) “Quando Éramos Órfãos”, nomeado para o Booker Prize e para o Whitbread Prize;
(2005) “Nunca me Deixes”, nomeado para o Booker Prize e adaptado ao cinema;
(2009) “Nocturnos”;
(2015) “O Gigante Enterrado”.

Artigos sobre o autor:

https://www.publico.pt/…/…/nobel-da-literatura-para-1787807…

https://www.publico.pt/…/analise/a-persistencia-da-memoria-…

https://www.publico.pt/…/e-o-nobel-regressou-ao-romance-178…

http://observador.pt/…/de-os-despojos-do-dia-a-o-gigante-e…/

https://www.publico.pt/…/kazuo-ishiguro-sera-que-a-arte-e-o…

«Kazuo Ishiguro é um génio original e extraordinário.»
New York Times

«O melhor e mais original escritor da sua geração.»
Susan Hill, Mail on Sunday

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