A Equipa da BE e seus colaboradores
CADERNO DE POESIA
CADERNO DE POESIA
Matilde Campilho, Jóquei
PRÍNCIPE NO ROSEIRAL
Escute lá
isto é um poema
não fala de amor
não fala de cachecóis
azuis sobre os ombros
do cantor que suspende
os calcanhares
na berma do rochedo
Não fala do rolex
nem da bandeirola
da federação uruguaia
de esgrima
Não fala do lago drenado
na floresta americana
Não diz nada sobre
a confeitaria fedorenta
que recebe os notívagos
para o café da manhã
quando o dia já virou
Isto é um poema
não fala de comoções
na missa das sete
nem fala da percentagem
de mulheres que se espantam
com a imagem do marido
aparando a barba no ocaso
Não fala de tratores quebrados
na floresta americana
não fala da ideia de norte
na cidade dos revolucionários
não fala de choro
não fala de virgens confusas
não fala de publicitários
de cotovelos gastos
Nem de manadas de cervos
Escute só
isto é um poema
não vai alinhar conceitos
do tipo liberdade igualdade e fé
Não vai ajeitar o cabelo
da menina que trabalha
com afinco na caixa registadora
do supermercado
Não vai melhorar
Não vai melhorar
isto é um poema
escute só
não fala de amor
não fala de santos
não fala de Deus
e nem fala do lavrador
que dedicou 38 anos
a descobrir uma visão
quase mística
do homem que canta
e atravessa
a estrada nacional 117
para chegar a casa
ou a algum lugar
próximo de casa.
Campilho, Matilde. Jóquei, Lisboa, Edições Tinta-da-China, 2014, pp.9-10

CADERNO DE POESIA
CADERNO DE POESIA
Daniel Jonas, Sonótono
BENGALEIRO “OU HORACIANAS”
Físico o tractor quente arremessou
Contra as colheitas de ouro o breu de corvos
Trazendo a noite em ondas de onde andou
De foice afoita, a luz sugando a sorvos.
Modorrento, o vapor da chaminé,
Máquina de fazer nuvens, levando
Ondinas ao empíreo mar, rapé
Da paz entre titãs que ordenhando
Alheias colinas se houvessem mais
Desavindo. Van Gogh ou Fabergé:
Ovos de palha, gemas siderais
Chocados em estrelado canapé.
Entrar nesta pintura eu queria
Se à entrada não pedissem a poesia.
Jonas, Daniel. Sonótono, Lisboa, Edições Cotovia, 2007, p.11.

« Sinopse
Livro de poesia que revela uma abordagem ao labor poético, num rigoroso domínio formal e uma diversidade temática. Daniel Jonas foi vencedor do prémio do Pen Clube.
Imprensa
“Nesta poesia não sentimos nenhuma tentação pelo real e sim a procura de um tom, mais do que um dizer desnudado.” – Andreia Brites, Os Meus Livros »
http://www.livroscotovia.pt/catalogo/detalhes_produto.php…
Sobre Daniel Jonas, ver também:
https://escritores.online/escritor/daniel-jonas/
AUTORES
JORGE DE SENA (1919-1978)
No dia 2 de novembro de 1919, nasceu, em Lisboa, Jorge de Sena, nome maior da Cultura Portuguesa.
«Jorge de Sena nasceu em Lisboa, a 2 de novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Califórnia, a 4 de junho de 1978. É hoje considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso século XX.
A sua infância de filho único é marcada pelas expectativas que o pai, comandante da marinha mercante, alimenta para ele como futuro oficial da Armada, em confronto com a educação musical que a mãe procura proporcionar-lhe. Em setembro de 1937 ingressa na Escola Naval como primeiro cadete do “Curso do Condestável”, mas vicissitudes diversas da viagem de instrução no navio-escola Sagres ditam a sua exclusão da Marinha em março de 1938. Parte importante destas vicissitudes tem que ver com o endurecimento das normas que regem a instrução dos cadetes, em consonância com a fascização do Estado Novo por ocasião da Guerra Civil de Espanha. A passagem pela Armada no preciso momento da luta pela liberdade em Espanha constitui uma experiência traumática da sua adolescência que será matéria de diversos poemas e ficções, como “A Grã-Canária” e, no caso da Guerra Civil, Sinais de fogo. Jorge de Sena, que começara a escrever em 1936, estreando-se em 1942 com Perseguição, acaba por se licenciar em Engenharia Civil (1944) pela Universidade do Porto, trabalhando na Junta Autónoma de Estradas de 1948 a 1959, ano em que se exila no Brasil, receando as perseguições políticas resultantes de uma falhada tentativa de golpe de estado, a 11 de março desse ano, em que está envolvido. A mudança para o Brasil permite-lhe uma reconversão profissional que vai ao encontro da sua vocação, dedicando-se ao ensino da literatura, acabando por se doutorar em Letras na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara (São Paulo), em 1964, obtendo também o diploma de Livre-Docência, para o que teve que naturalizar-se brasileiro (1963).
Os anos de Brasil (1959-65), os primeiros vividos, como adulto, em liberdade, são talvez o seu período mais criativo: completa a sequência de poemas sobre obras de arte visual, Metamorfoses (uma das obras que mais influência teve na poesia portuguesa), escreve os experimentais Quatro sonetos a Afrodite Anadiómena, as metamorfoses de Arte de música e a novela O físico prodigioso, inicia o romance Sinais de fogo, investiga e publica sobre Luís de Camões e o Maneirismo, trabalha na edição do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, retoma a escrita para o teatro, etc. A alteração da situação democrática no Brasil, com o golpe militar de 1964, faz temer um regresso ao passado, quer em termos políticos quer em termos de dificuldades económicas, mas em 1965 surge a oportunidade de se mudar para os Estados Unidos, com Mécia de Sena e os seus agora nove filhos. Em outubro desse ano passa a integrar o corpo docente da University of Wisconsin, Madison, onde é nomeado professor catedrático efetivo (1967), transitando, em 1970, para a University of California, Santa Barbara (UCSB). Durante a sua permanência na UCSB, até ao final da vida, ocupa os cargos de diretor do Departamento de Espanhol e Português e do Programa (interdepartamental) de Literatura Comparada. Foi ainda membro da Hispanic Society of America, da Modern Languages Association of America e da Renaissance Society of America.»
[…]
«Bibliografia de Jorge de Sena
Poesia
Perseguição (1942); Coroa da Terra (1946); Pedra Filosofal (1950); As Evidências (1955); Fidelidade (1958); Poesia-I (Perseguição, Coroa da Terra, Pedra Filosofal, As Evidências, e o inédito Post-Scriptum) (1961; 3.ª ed., 1988); Metamorfoses, seguidas de Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena (1963); Arte de Música (1968); Peregrinatio ad Loca Infecta (1969); 90 e Mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy (1970; 3.ª ed., 2003); Poesia de 26 Séculos: De Arquíloco a Nietzsche (1971-72; 3.ª ed., 2001); Exorcismos (1972); Trinta Anos de Poesia (antologia, 1972; 2.ª ed., 1984); Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos e Outros Textos (1973); Conheço o Sal… e Outros Poemas (1974); Sobre Esta Praia… Oito Meditações à beira do Pacífico (1977); Poesia-II (Fidelidade, Metamorfoses, Arte de Música) (1978; 2.ª ed., 1988); Poesia-III (Peregrinatio ad Loca Infecta, Exorcismos, Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos, Conheço o Sal… e Outros Poemas, Sobre Esta Praia…) (1978; 2.ª ed., 1989); Poesia do Século XX: De Thomas Hardy a C. V. Cattaneo (1978; 3.ª ed., 2003); 40 Anos de Servidão (1979; 3.ª ed., 1989); 80 Poemas de Emily Dickinson (1979); Sequências (1980); Visão Perpétua (1982; 2.ª ed., 1989); Post-Scriptum-II (1985); Dedicácias (1999).
Teatro
O Indesejado (António, Rei) (1951; 3.ª ed., 1986); Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto (1974); Mater Imperialis: Amparo de Mãe e Mais 5 Peças em 1 Acto seguido de um Apêndice (1990).
Ficção
Andanças do Demónio (1960); A Noite que Fora de Natal (1961); Novas Andanças do Demónio (1966); Os Grão-Capitães: Uma Sequência de Contos (1976; 5.ª ed., 1989); O Físico Prodigioso (1977; 8.ª ed., 2001); Antigas e Novas Andanças do Demónio (1978; 6.ª ed., 2000); Sinais de Fogo (1979; 9.ª ed., 2003); Génesis (1983; 2.ª ed., 1986); Monte Cativo e Outros Projectos de Ficção (1994).
Obras Críticas, de História Geral, Cultural ou Literária
Páginas de Doutrina Estética, de Fernando Pessoa (1946; 2.ª ed., [1964]); Florbela Espanca ou a Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa (1947; ed. fac-similada, 1995); Líricas Portuguesas: 3ª Série (1958; 2.ª ed., rev. e aum., em 2 vols.: I, 1975; II, 1983; 3.ª ed. do vol. I, 1984); Da Poesia Portuguesa (1959); História da Literatura Inglesa, de A. C. Ward (1960); «O Poeta é um Fingidor» (1961); O Reino da Estupidez-I (1961; 3.ª ed., 1984); A Literatura Inglesa: Ensaio de Interpretação e de História (1963; 2.ª ed., 1989); Teixeira de Pascoaes: Poesia (1965; 3.ª ed., aum., como A Poesia de Teixeira de Pascoaes, 1982); Uma Canção de Camões (1966; 2.ª ed., 1984); Estudos de História e de Cultura (1967); Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular (1969; 2.ª ed., 1981); A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI (1970; 2.ª ed., 1980); Dialécticas da Literatura (1973; 2.ª ed., rev. e aum.: Dialécticas Teóricas da Literatura, 1978); Maquiavel e Outros Estudos (1974; 2.ª ed.: Maquiavel, Marx e Outros Estudos, 1991); Francisco de la Torre e D. João de Almeida (1974); Poemas Ingleses, de Fernando Pessoa (1974; 4.ª ed., 1994); Régio, Casais, a presença e Outros Afins (1977); Dialécticas Aplicadas da Literatura (1978); O Reino da Estupidez-II (1978); Trinta Anos de Camões, 1948-1978 (Estudos Camonianos e Correlatos) (1980); Estudos de Literatura Portuguesa-I (1982; 2.ª ed., aum., 1999); Fernando Pessoa & Cª Heterónima (Estudos Coligidos 1940-1978) (1982; 2.ª ed., 1984); Estudos sobre o Vocabulário de Os Lusíadas: Com Notas sobre o Humanismo e o Exoterismo de Camões (1982); Inglaterra Revisitada (Duas Palestras e Seis Cartas de Londres) (1986); Sobre o Romance (Ingleses, Norte-Americanos e Outros) (1986); Estudos de Literatura Portuguesa-II (1988); Estudos de Literatura Portuguesa-III (1988); Estudos de Cultura e Literatura Brasileira (1988); Sobre Cinema (1988); Do Teatro em Portugal (1989); Amor e Outros Verbetes (1992); O Dogma da Trindade Poética (Rimbaud) e Outros Ensaios (1994); Diários (2004); Sobre Literatura e Cultura Britânicas (2005); Poesia e Cultura (2005). NO PRELO: Sobre Teoria e Crítica Literária; Textos de Intervenção Política; Entrevistas e Inquéritos.
Correspondência
Jorge de Sena / Guilherme de Castilho (1981); Mécia de Sena / Jorge de Sena: Isto Tudo Que Nos Rodeia (Cartas de Amor) (1982); Jorge de Sena / José Régio (1986); Jorge de Sena / Vergílio Ferreira (1987) Cartas a Taborda de Vasconcelos: Correspondência Arquivada (1987); Eduardo Lourenço / Jorge de Sena (1991); Jorge de Sena / Edith Sitwell (1994); Dante Moreira Leite / Jorge de Sena: Registros de uma convivência intelectual (1996).
Antologias (seleção)
Poesia de Jorge de Sena, de Fátima Freitas Morna (1985); Antologia Poética de Jorge de Sena, de Jorge Fazenda Lourenço (1999); A Arte de Jorge de Sena: Uma Antologia, de Jorge Fazenda Lourenço (2004).»
In: http://cvc.instituto-camoes.pt/se…/jorge-de-sena-55876.html…
AUTORES
TEIXEIRA DE PASCOAES (1877-1952)
No dia 8 de novembro de 1877, nasceu, em Amarante, Teixeira de Pascoaes, nome maior da Literatura Portuguesa.
«… Foi, sobretudo na sua fase inicial, o principal inspirador e um dos representantes – juntamente com Álvaro Pinto, Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, António Sérgio e Raul Proença – do movimento designado por “Renascença Portuguesa”, cujo órgão representativo foi “A Águia, Revista Mensal de Literatura, Arte, Ciência, Filosofia e Crítica Social”, e um dos expoentes máximos do Saudosismo, movimento teorético que aponta para uma cisão originária e a possível restauração da condição decaída do ser humano. A sua obra, dividida por poesia, prosa e reflexão, reflete a experiência ontológica, metafísica e teleológica da saudade, em que, além de uma dimensão profético-messiânica está presente também um cunho pedagógico ligado à preservação da alma e do modo de ser português. O Pensamento de Teixeira de Pascoaes assume ainda uma faceta místico-religiosa marcada pela presença-ausência (conceito bicéfalo comum na crítica pascoalina) de Deus e da Natureza.»
In:http://www.bnportugal.pt/index.php…
«… tudo o que Pascoaes escreveu deve ser lido de um modo literal, não dissolvido na interpretação, como tropo ou símbolo. A radicalidade conceptual e poética dos seus textos só assim é percetível. Ler literalmente os seus textos não é incompatível com o reconhecimento de um papel decisivo da “imaginação”, se o que neles se exprime for, como é o caso, um adquirido cognitivo, uma intuição metafísica do autor. O objeto dessas intuições, inesperadas e de uma audácia inigualada por qualquer contemporâneo, é cosmológico e poético. Por exaltante que seja para o leitor, o belo do que é expresso é a beleza de um conteúdo belo, o seu modo de existir, a sua forma de expressão.»
Feijó, António M., Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes), Lisboa, INCM, 2015, pp.79-80.
BIBLIOGRAFIA
1-De Teixeira de Pascoaes
1895-Embryões (poesia)
1896-Belo (poesia)-1ª parte
1897-Belo-2ª parte
1898-À Minha Alma e Sempre (poesia)
1899-Profecia (poesia) – em colaboração com Afonso Lopes Vieira
1901-À Ventura (poesia)
1903-Jesús e Pan (poesia)
1904-Para a Luz (poesia)
1906-Vida Etérea (poesia)
1907-As Sombras (poesia)
1909-Senhora da Noite (poesia)
1911-Marânus (poesia)
1912-Regresso ao Paraíso (poesia). Elegias (poesia; O Espírito Lusitano e o Saudosismo (conferência)
1913-O Doido e a Morte (poesia); O Génio português na sua expressão filosófica poética e religiosa (Conferência)
1914-Verbo Escuro (Aforismos); A Era Lusíada (conferência)
1915-A Arte de Ser Português (prosa didáctica)
1916-A Beira Num Relâmpago (prosa)
1919-Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)
1921-O Bailado (prosa filosófica) e Cantos Indecisos (poesia)
1922-Conferência e A Caridade (conferência)
1923-A Nossa Fome (prosa filosófica)
1924-A Elegia do Amor (verso) e O pobre Tolo
1925-D. Carlos (poesia); Cânticos (poesia); Sonetos
1926-Jesús Cristo em Lisboa (peça de teatro escrita em colaboração com Raul Brandão)
1928-Livro de Memórias (prosa autobiográfica)
1934-S.Paulo (biografia romanceada)
1936-S. Jerónimo e a Trovoada (biografia romanceada)
1937-O Homem Universal (prosa filosófica)
1940-Napoleão (biografia romanceada)
1942-Camilo Castelo Branco O Penitente (biografia romanceada); Duplo Passeio (prosa)
1945-Santo Agostinho (biografia romanceada)
1949-Versos Pobres
1950-Duas conferências em defesa da paz
http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/1910a.html



AUTORES
SUGESTÃO DE LEITURA
(A propósito do dia de Halloween…)
Edgar Allan Poe (1809-1849)
Nasceu em Boston, no Estado do Massachusetts, nos Estados Unidos da América, no dia 19 de Janeiro de 1809 e faleceu em Baltimore, Maryland, a 7 de outubro de 1849. Autor, poeta, editor e crítico literário, integrou o movimento romântico americano. Conhecido por criar histórias que envolvem o mistério e o macabro, foi um dos primeiros escritores americanos de contos e um mestre do “suspense”.
«Edgar Allan Poe é um dos autores mais publicados do mundo, conhecido pela genialidade expressa também nos seus famosos contos de terror e em algumas das histórias de detetives mais macabras jamais escritas, como A Queda da Casa de Usher, Os Crimes da Rua Morgue ou O Escaravelho de Ouro. Notável mestre do suspense, Poe também era poeta e, como demonstram os seus contos sobre hipnotismo e viagens no tempo, foi um pioneiro da ficção científica.»
In: https://www.bertrand.pt/f…/todos-os-contos-edgar-allan-poe/…
«Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Uma selecção dos melhores contos fantásticos de Edgar Allan Poe (1809-1849). Inclui os clássicos A queda da casa de Usher, O coração revelador ou O barril de Amontillado. Poe é um grande escritor norte-americano, poeta admirado, narrador admirável de histórias em que o sobrenatural e o mistério têm sempre lugar. É por muitos considerado não só um mestre do fantástico como o inventor do conto policial moderno, criador dos antepassados de Sherlock Holmes, Poirot e tantos outros detectives conhecidos pelos seus poderes de observação e dedução.
Contos Fantásticos de Edgar Allan Poe»
In: https://www.bertrand.pt/ficha/contos-fantasticos?id=17415654




SUGESTÃO DE LEITURA
SUGESTÃO DE LEITURA
LEWIS CARROLL – As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho.
Tradução: Margarida Vale de Gato, Sir John Tenniel.
Edição/reimpressão:2000
Páginas:336
Editor:Relógio D’Água
ISBN:9789727085828
«Deixem–me acrescentar, pois sinto que me deixei divagar num tom demasiado sério para um prefácio de um conto de fadas, a deliciosa e ingénua observação de uma menina a quem quero muito, quando lhe perguntei, depois de a conhecer há dois ou três dias, se ela lera As Aventuras de Alice e o Do Outro Lado do Espelho. “Sim, sim”, respondeu ela prontamente, “li os dois! E acho…” (disse ela mais devagar, como se pensasse no assunto), “Acho que o Do Outro Lado do Espelho é mais estúpido do que As Aventuras de Alice. Não lhe parece?” Mas eu achei que não seria de bom tom entrar nessa discussão.»
Prefácio de Lewis Carroll
Dezembro, 1886
In: http://relogiodagua.pt/…/aventuras-de-alice-no-pais-das-ma…/

SUGESTÃO DE LEITURA
SUGESTÃO DE LEITURA
PAULO VARELA GOMES, Era uma vez em Goa
Tinta da China Edições (2015)
ISBN: 978-989-671-245-7
Plano Nacional de Leitura – obra recomendada para o Ensino Secundário
GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE 2016
Estamos em 1963, dois anos volvidos sobre a expulsão dos portugueses da Índia. Os territórios de Goa, Damão e Diu encontram-se sob o domínio ainda ambíguo do governo indiano, mas, nas ruas, o concacim e o inglês convivem a toda a hora com um sub-reptício português, os letreiros das lojas ainda mal apagados, a religião ecléctica com as marcas de Cristo, os edifícios e a cultura no limbo de um colonialismo defunto.
O que se destaca neste livro é o muito que o autor conhece sobre a história do lugar, as marcas da presença portuguesa (as marcas arquitectónicas e as outras), o ambiente, a geografia. “Era Uma Vez em Goa” é em parte uma história intelectual inventada, em parte história “tout court”, em parte ainda um conjunto de observações de quem passou muito tempo na Índia com os olhos abertos, e que se dá agora a liberdade de poder escrever sem fundamentação precisa. Como nos outros romances do Paulo Varela Gomes, como nas crónicas de “Ouro e Cinza”, a descrição é vívida, detalhada, rigorosa, evocativa. Lê-se não tanto como a história de uma viagem, mas com a impressão de que o autor aproveitou, com estas páginas, sentado à secretária, ao computador, para viajar mais uma vez por Goa. E é o próprio lugar que é o protagonista.» —Ivan Nunes, Prefácio –
In: http://www.tintadachina.pt/book.php…

PRÉMIO NOBEL – ECONOMIA
PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA 2017
A Academia Real das Ciências da Suécia distinguiu o economista norte-americano Richard H. Thaler, da Universidade de Chicago (E.U.A), com o Prémio Nobel da Economia 2017. É um dos nomes de referência no campo da economia comportamental.
«… A Academia Real das Ciências da Suécia entrega todos os anos um prémio Nobel a economistas que se distinguem pelas suas teorias académicas, frequentemente revolucionárias. Esta segunda-feira, na entrega do Nobel da Economia de 2017, a instituição decidiu premiar Richard Thaler, um economista cuja maior contribuição foi demonstrar como muitas vezes, tantas vezes, essas teorias falham em algo essencial: ignoram que na base de tudo estão seres humanos imprevisíveis, por vezes irracionais e em algumas ocasiões simplesmente errados nas decisões que tomam…»
In: http://observador.pt/…/nobel-da-economia-porque-fazemos-co…/
«… Uma das questões estudadas por Thaler foi a forma como o sentimento de justiça pode desempenhar um papel muito importante nas decisões económicas. Alguns exemplos: se um vendedor de chapéus de chuva vender cada chapéu por dez dólares em tempos normais, mas duplicar ou triplicar esse preço quando está a chover, os potenciais compradores podem considerar isso injusto e recusar-se a comprá-los. Deste modo, o próprio vendedor pode ser forçado a incorporar este sentimento de justiça na definição dos preços. A mesma lógica pode aplicar-se na definição dos salários em tempos de crise e em tempos de expansão, o que pode ser um motivo para que exista uma relativa estabilidade no valor dos salários, mesmo em períodos de grande flutuação económica…»
In: https://www.publico.pt/…/nobel-da-economia-para-richard-h-t…
Para mais informações sobre a atribuição deste prémio:
https://www.nobelprize.org/…/econ…/laureates/2017/press.html

SUGESTÃO DE LEITURA
SUGESTÃO DE LEITURA
PAULO FARIA – ESTRANHA GUERRA DE USO COMUM
« Chamo-me Carlos. Nasci em 1967. O meu pai foi para a guerra quando eu tinha dez meses. Não me lembro de o ver partir. O meu pai voltou da guerra quando eu estava prestes a fazer três anos. Não me lembro de o ver chegar.
A guerra do meu pai, a Guerra Colonial, aconteceu antes de a minha memória se apropriar das coisas. Quando o meu pai morreu, já velho, fui em busca da guerra dele, e também da minha.
Falei com dez homens que estiveram com o meu pai
na guerra. Escrevi dez cartas ao pai.
Paulo Faria nasceu em 1967, em Lisboa. Licenciou-se em Biologia por mero acidente. É, há longos anos, tradutor literário, tendo traduzido obras de autores como George Orwell, Jack Kerouac, James Joyce, Don DeLillo e Cormac McCarthy. Viajou em busca das nascentes de algumas das obras que traduziu, o que o levou ao Tennessee, ao Texas, ao Novo México. Venceu, em 2015, o Grande Prémio de Tradução APT/SPA, pela tradução de História em Duas Cidades, de Charles Dickens. Publicou crónicas nas páginas da revista Ler e do jornal Público.»
Sobre a obra de Paulo Faria, Estranha Guerra de Uso Comum:
http://observador.pt/…/o-fracasso-bem-sucedido-de-paulo-fa…/















