TEIXEIRA DE PASCOAES (1877-1952)
No dia 8 de novembro de 1877, nasceu, em Amarante, Teixeira de Pascoaes, nome maior da Literatura Portuguesa.
«… Foi, sobretudo na sua fase inicial, o principal inspirador e um dos representantes – juntamente com Álvaro Pinto, Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, António Sérgio e Raul Proença – do movimento designado por “Renascença Portuguesa”, cujo órgão representativo foi “A Águia, Revista Mensal de Literatura, Arte, Ciência, Filosofia e Crítica Social”, e um dos expoentes máximos do Saudosismo, movimento teorético que aponta para uma cisão originária e a possível restauração da condição decaída do ser humano. A sua obra, dividida por poesia, prosa e reflexão, reflete a experiência ontológica, metafísica e teleológica da saudade, em que, além de uma dimensão profético-messiânica está presente também um cunho pedagógico ligado à preservação da alma e do modo de ser português. O Pensamento de Teixeira de Pascoaes assume ainda uma faceta místico-religiosa marcada pela presença-ausência (conceito bicéfalo comum na crítica pascoalina) de Deus e da Natureza.»
In:http://www.bnportugal.pt/index.php…
«… tudo o que Pascoaes escreveu deve ser lido de um modo literal, não dissolvido na interpretação, como tropo ou símbolo. A radicalidade conceptual e poética dos seus textos só assim é percetível. Ler literalmente os seus textos não é incompatível com o reconhecimento de um papel decisivo da “imaginação”, se o que neles se exprime for, como é o caso, um adquirido cognitivo, uma intuição metafísica do autor. O objeto dessas intuições, inesperadas e de uma audácia inigualada por qualquer contemporâneo, é cosmológico e poético. Por exaltante que seja para o leitor, o belo do que é expresso é a beleza de um conteúdo belo, o seu modo de existir, a sua forma de expressão.»
Feijó, António M., Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes), Lisboa, INCM, 2015, pp.79-80.
BIBLIOGRAFIA
1-De Teixeira de Pascoaes
1895-Embryões (poesia)
1896-Belo (poesia)-1ª parte
1897-Belo-2ª parte
1898-À Minha Alma e Sempre (poesia)
1899-Profecia (poesia) – em colaboração com Afonso Lopes Vieira
1901-À Ventura (poesia)
1903-Jesús e Pan (poesia)
1904-Para a Luz (poesia)
1906-Vida Etérea (poesia)
1907-As Sombras (poesia)
1909-Senhora da Noite (poesia)
1911-Marânus (poesia)
1912-Regresso ao Paraíso (poesia). Elegias (poesia; O Espírito Lusitano e o Saudosismo (conferência)
1913-O Doido e a Morte (poesia); O Génio português na sua expressão filosófica poética e religiosa (Conferência)
1914-Verbo Escuro (Aforismos); A Era Lusíada (conferência)
1915-A Arte de Ser Português (prosa didáctica)
1916-A Beira Num Relâmpago (prosa)
1919-Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)
1921-O Bailado (prosa filosófica) e Cantos Indecisos (poesia)
1922-Conferência e A Caridade (conferência)
1923-A Nossa Fome (prosa filosófica)
1924-A Elegia do Amor (verso) e O pobre Tolo
1925-D. Carlos (poesia); Cânticos (poesia); Sonetos
1926-Jesús Cristo em Lisboa (peça de teatro escrita em colaboração com Raul Brandão)
1928-Livro de Memórias (prosa autobiográfica)
1934-S.Paulo (biografia romanceada)
1936-S. Jerónimo e a Trovoada (biografia romanceada)
1937-O Homem Universal (prosa filosófica)
1940-Napoleão (biografia romanceada)
1942-Camilo Castelo Branco O Penitente (biografia romanceada); Duplo Passeio (prosa)
1945-Santo Agostinho (biografia romanceada)
1949-Versos Pobres
1950-Duas conferências em defesa da paz
http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/1910a.html



