{"id":800,"date":"2017-12-06T00:47:25","date_gmt":"2017-12-06T02:47:25","guid":{"rendered":"https:\/\/bibliotecadagil.wordpress.com\/?p=800"},"modified":"2017-12-06T00:47:25","modified_gmt":"2017-12-06T02:47:25","slug":"autores-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/2017\/12\/06\/autores-5\/","title":{"rendered":"AUTORES"},"content":{"rendered":"<p><strong>JORGE DE SENA (1919-1978)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No dia <strong>2 de novembro de 1919<\/strong>, nasceu, em Lisboa, Jorge de Sena, nome maior da Cultura Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00abJorge de Sena nasceu em Lisboa, a 2 de novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Calif\u00f3rnia, a 4 de junho de 1978. \u00c9 hoje considerado um dos grandes poetas de l\u00edngua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso s\u00e9culo XX.<br \/>\nA sua inf\u00e2ncia de filho \u00fanico \u00e9 marcada pelas expectativas que o pai, comandante da marinha mercante, alimenta para ele como futuro oficial da Armada, em confronto com a educa\u00e7\u00e3o musical que a m\u00e3e procura proporcionar-lhe. Em setembro de 1937 ingressa na Escola Naval como primeiro cadete do \u201cCurso do Condest\u00e1vel\u201d, mas vicissitudes diversas da viagem de instru\u00e7\u00e3o no navio-escola Sagres ditam a sua exclus\u00e3o da Marinha em mar\u00e7o de 1938. Parte importante destas vicissitudes tem que ver com o endurecimento das normas que regem a instru\u00e7\u00e3o dos cadetes, em conson\u00e2ncia com a fasciza\u00e7\u00e3o do Estado Novo por ocasi\u00e3o da Guerra Civil de Espanha. A passagem pela Armada no preciso momento da luta pela liberdade em Espanha constitui uma experi\u00eancia traum\u00e1tica da sua adolesc\u00eancia que ser\u00e1 mat\u00e9ria de diversos poemas e fic\u00e7\u00f5es, como \u201cA Gr\u00e3-Can\u00e1ria\u201d e, no caso da Guerra Civil, Sinais de fogo. Jorge de Sena, que come\u00e7ara a escrever em 1936, estreando-se em 1942 com Persegui\u00e7\u00e3o, acaba por se licenciar em Engenharia Civil (1944) pela Universidade do Porto, trabalhando na Junta Aut\u00f3noma de Estradas de 1948 a 1959, ano em que se exila no Brasil, receando as persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas resultantes de uma falhada tentativa de golpe de estado, a 11 de mar\u00e7o desse ano, em que est\u00e1 envolvido. A mudan\u00e7a para o Brasil permite-lhe uma reconvers\u00e3o profissional que vai ao encontro da sua voca\u00e7\u00e3o, dedicando-se ao ensino da literatura, acabando por se doutorar em Letras na Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Araraquara (S\u00e3o Paulo), em 1964, obtendo tamb\u00e9m o diploma de Livre-Doc\u00eancia, para o que teve que naturalizar-se brasileiro (1963).<br \/>\nOs anos de Brasil (1959-65), os primeiros vividos, como adulto, em liberdade, s\u00e3o talvez o seu per\u00edodo mais criativo: completa a sequ\u00eancia de poemas sobre obras de arte visual, Metamorfoses (uma das obras que mais influ\u00eancia teve na poesia portuguesa), escreve os experimentais Quatro sonetos a Afrodite Anadi\u00f3mena, as metamorfoses de Arte de m\u00fasica e a novela O f\u00edsico prodigioso, inicia o romance Sinais de fogo, investiga e publica sobre Lu\u00eds de Cam\u00f5es e o Maneirismo, trabalha na edi\u00e7\u00e3o do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, retoma a escrita para o teatro, etc. A altera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica no Brasil, com o golpe militar de 1964, faz temer um regresso ao passado, quer em termos pol\u00edticos quer em termos de dificuldades econ\u00f3micas, mas em 1965 surge a oportunidade de se mudar para os Estados Unidos, com M\u00e9cia de Sena e os seus agora nove filhos. Em outubro desse ano passa a integrar o corpo docente da University of Wisconsin, Madison, onde \u00e9 nomeado professor catedr\u00e1tico efetivo (1967), transitando, em 1970, para a University of California, Santa Barbara (UCSB). Durante a sua perman\u00eancia na UCSB, at\u00e9 ao final da vida, ocupa os cargos de diretor do Departamento de Espanhol e Portugu\u00eas e do Programa (interdepartamental) de Literatura Comparada. Foi ainda membro da Hispanic Society of America, da Modern Languages Association of America e da Renaissance Society of America.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">[&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00abBibliografia de Jorge de Sena<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Poesia<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Persegui\u00e7\u00e3o (1942); Coroa da Terra (1946); Pedra Filosofal (1950); As Evid\u00eancias (1955); Fidelidade (1958); Poesia-I (Persegui\u00e7\u00e3o, Coroa da Terra, Pedra Filosofal, As Evid\u00eancias, e o in\u00e9dito Post-Scriptum) (1961; 3.\u00aa ed., 1988); Metamorfoses, seguidas de Quatro Sonetos a Afrodite Anadi\u00f3mena (1963); Arte de M\u00fasica (1968); Peregrinatio ad Loca Infecta (1969); 90 e Mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy (1970; 3.\u00aa ed., 2003); Poesia de 26 S\u00e9culos: De Arqu\u00edloco a Nietzsche (1971-72; 3.\u00aa ed., 2001); Exorcismos (1972); Trinta Anos de Poesia (antologia, 1972; 2.\u00aa ed., 1984); Cam\u00f5es Dirige-se aos Seus Contempor\u00e2neos e Outros Textos (1973); Conhe\u00e7o o Sal&#8230; e Outros Poemas (1974); Sobre Esta Praia&#8230; Oito Medita\u00e7\u00f5es \u00e0 beira do Pac\u00edfico (1977); Poesia-II (Fidelidade, Metamorfoses, Arte de M\u00fasica) (1978; 2.\u00aa ed., 1988); Poesia-III (Peregrinatio ad Loca Infecta, Exorcismos, Cam\u00f5es Dirige-se aos Seus Contempor\u00e2neos, Conhe\u00e7o o Sal&#8230; e Outros Poemas, Sobre Esta Praia&#8230;) (1978; 2.\u00aa ed., 1989); Poesia do S\u00e9culo XX: De Thomas Hardy a C. V. Cattaneo (1978; 3.\u00aa ed., 2003); 40 Anos de Servid\u00e3o (1979; 3.\u00aa ed., 1989); 80 Poemas de Emily Dickinson (1979); Sequ\u00eancias (1980); Vis\u00e3o Perp\u00e9tua (1982; 2.\u00aa ed., 1989); Post-Scriptum-II (1985); Dedic\u00e1cias (1999).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Teatro<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Indesejado (Ant\u00f3nio, Rei) (1951; 3.\u00aa ed., 1986); Amparo de M\u00e3e e Mais 5 Pe\u00e7as em 1 Acto (1974); Mater Imperialis: Amparo de M\u00e3e e Mais 5 Pe\u00e7as em 1 Acto seguido de um Ap\u00eandice (1990).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Fic\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Andan\u00e7as do Dem\u00f3nio (1960); A Noite que Fora de Natal (1961); Novas Andan\u00e7as do Dem\u00f3nio (1966); Os Gr\u00e3o-Capit\u00e3es: Uma Sequ\u00eancia de Contos (1976; 5.\u00aa ed., 1989); O F\u00edsico Prodigioso (1977; 8.\u00aa ed., 2001); Antigas e Novas Andan\u00e7as do Dem\u00f3nio (1978; 6.\u00aa ed., 2000); Sinais de Fogo (1979; 9.\u00aa ed., 2003); G\u00e9nesis (1983; 2.\u00aa ed., 1986); Monte Cativo e Outros Projectos de Fic\u00e7\u00e3o (1994).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Obras Cr\u00edticas, de Hist\u00f3ria Geral, Cultural ou Liter\u00e1ria<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">P\u00e1ginas de Doutrina Est\u00e9tica, de Fernando Pessoa (1946; 2.\u00aa ed., [1964]); Florbela Espanca ou a Express\u00e3o do Feminino na Poesia Portuguesa (1947; ed. fac-similada, 1995); L\u00edricas Portuguesas: 3\u00aa S\u00e9rie (1958; 2.\u00aa ed., rev. e aum., em 2 vols.: I, 1975; II, 1983; 3.\u00aa ed. do vol. I, 1984); Da Poesia Portuguesa (1959); Hist\u00f3ria da Literatura Inglesa, de A. C. Ward (1960); \u00abO Poeta \u00e9 um Fingidor\u00bb (1961); O Reino da Estupidez-I (1961; 3.\u00aa ed., 1984); A Literatura Inglesa: Ensaio de Interpreta\u00e7\u00e3o e de Hist\u00f3ria (1963; 2.\u00aa ed., 1989); Teixeira de Pascoaes: Poesia (1965; 3.\u00aa ed., aum., como A Poesia de Teixeira de Pascoaes, 1982); Uma Can\u00e7\u00e3o de Cam\u00f5es (1966; 2.\u00aa ed., 1984); Estudos de Hist\u00f3ria e de Cultura (1967); Os Sonetos de Cam\u00f5es e o Soneto Quinhentista Peninsular (1969; 2.\u00aa ed., 1981); A Estrutura de Os Lus\u00edadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do S\u00e9culo XVI (1970; 2.\u00aa ed., 1980); Dial\u00e9cticas da Literatura (1973; 2.\u00aa ed., rev. e aum.: Dial\u00e9cticas Te\u00f3ricas da Literatura, 1978); Maquiavel e Outros Estudos (1974; 2.\u00aa ed.: Maquiavel, Marx e Outros Estudos, 1991); Francisco de la Torre e D. Jo\u00e3o de Almeida (1974); Poemas Ingleses, de Fernando Pessoa (1974; 4.\u00aa ed., 1994); R\u00e9gio, Casais, a presen\u00e7a e Outros Afins (1977); Dial\u00e9cticas Aplicadas da Literatura (1978); O Reino da Estupidez-II (1978); Trinta Anos de Cam\u00f5es, 1948-1978 (Estudos Camonianos e Correlatos) (1980); Estudos de Literatura Portuguesa-I (1982; 2.\u00aa ed., aum., 1999); Fernando Pessoa &amp; C\u00aa Heter\u00f3nima (Estudos Coligidos 1940-1978) (1982; 2.\u00aa ed., 1984); Estudos sobre o Vocabul\u00e1rio de Os Lus\u00edadas: Com Notas sobre o Humanismo e o Exoterismo de Cam\u00f5es (1982); Inglaterra Revisitada (Duas Palestras e Seis Cartas de Londres) (1986); Sobre o Romance (Ingleses, Norte-Americanos e Outros) (1986); Estudos de Literatura Portuguesa-II (1988); Estudos de Literatura Portuguesa-III (1988); Estudos de Cultura e Literatura Brasileira (1988); Sobre Cinema (1988); Do Teatro em Portugal (1989); Amor e Outros Verbetes (1992); O Dogma da Trindade Po\u00e9tica (Rimbaud) e Outros Ensaios (1994); Di\u00e1rios (2004); Sobre Literatura e Cultura Brit\u00e2nicas (2005); Poesia e Cultura (2005). NO PRELO: Sobre Teoria e Cr\u00edtica Liter\u00e1ria; Textos de Interven\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica; Entrevistas e Inqu\u00e9ritos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Correspond\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Jorge de Sena \/ Guilherme de Castilho (1981); M\u00e9cia de Sena \/ Jorge de Sena: Isto Tudo Que Nos Rodeia (Cartas de Amor) (1982); Jorge de Sena \/ Jos\u00e9 R\u00e9gio (1986); Jorge de Sena \/ Verg\u00edlio Ferreira (1987) Cartas a Taborda de Vasconcelos: Correspond\u00eancia Arquivada (1987); Eduardo Louren\u00e7o \/ Jorge de Sena (1991); Jorge de Sena \/ Edith Sitwell (1994); Dante Moreira Leite \/ Jorge de Sena: Registros de uma conviv\u00eancia intelectual (1996).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Antologias (sele\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Poesia de Jorge de Sena, de F\u00e1tima Freitas Morna (1985); Antologia Po\u00e9tica de Jorge de Sena, de Jorge Fazenda Louren\u00e7o (1999); A Arte de Jorge de Sena: Uma Antologia, de Jorge Fazenda Louren\u00e7o (2004).\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">In:\u00a0<a href=\"http:\/\/cvc.instituto-camoes.pt\/seculo-xx\/jorge-de-sena-55876.html#.Wf9F4Gi0PIU\">http:\/\/cvc.instituto-camoes.pt\/se\u2026\/jorge-de-sena-55876.html\u2026<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-800 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/capas_fl_2\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/capas_fl_2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/capas_fl_2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/capas_fl_2-100x100.jpg 100w\" sizes=\"100vw\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/fidelidade_1\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fidelidade_1-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fidelidade_1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/fidelidade_1-100x100.jpeg 100w\" sizes=\"100vw\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/fotos-de-sophia-de-mello-breyner-jorge-de-sena-correspondencia-1959-1978_444682519_1\/'><img width=\"150\" height=\"150\" 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href='https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/correspondencia-jorge-de-sena\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/correspondc3aancia-jorge-de-sena-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/correspondc3aancia-jorge-de-sena-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/correspondc3aancia-jorge-de-sena-100x100.jpg 100w\" sizes=\"100vw\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/3947183666-versos-e-alguma-prosa-de-jorge-de-sena\/'><img width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.aegv.edu.pt\/bibliotecadagil\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/3947183666-versos-e-alguma-prosa-de-jorge-de-sena-150x150.jpg\" 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